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Caso Master: CPI investiga se empresa da família de Toffoli foi usada para lavar dinheiro de Vorcaro, diz relator

Senador Alessandro Vieira aponta hipótese de corrupção no Judiciário e em órgãos de fiscalização. Segundo o relator, o ministro não é investigado

Dias Toffoli e Alessandro Vieira (Foto: Gustavo Moreno/STF | Andressa Anholete/Agência Senado)

247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado avança sobre uma nova frente de investigação envolvendo pessoas próximas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta quinta-feira (26), o relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE),  disse que o colegiado está investigando a hipótese de que uma empresa ligada à família Toffoli tenha sido utilizada como mecanismo de lavagem de dinheiro do grupo criminoso vinculado ao Banco Master.

Na quarta-feira (25), a CPI aprovou a convocação de dois irmãos do ministro — José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli — além da quebra de sigilo da empresa da qual fazem parte.

Empresa da família Toffoli na mira das investigações

Os irmãos do ministro e o próprio Dias Toffoli são sócios da Maridt Participações, empresa que integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná. A Maridt iniciou a venda de sua participação no empreendimento em 2021. O foco da comissão recai sobre as relações da empresa com a Reag, gestora de fundos associada ao Banco Master.

Ao explicar o escopo da investigação, Vieira foi enfático ao delimitar o alvo das apurações. "A gente tem convocação dos dois irmãos e quebra de sigilo da empresa. Qual a hipótese investigada? A hipótese é de que a empresa tenha sido utilizada para lavar dinheiro do crime do grupo criminoso Banco Master", afirmou o senador.

Toffoli não é investigado, diz relator

O relator também fez questão de deixar claro que o ministro do STF não figura como alvo direto da CPI. "O ministro Dias Toffoli não é investigado pela CPI. Estamos investigando os mecanismos de lavagem e de infiltração no poder público por parte desse grupo criminoso vinculado ao Banco Master. A hipótese final é corrupção", disse Vieira.

CPI apura possível corrupção no Judiciário

As investigações, no entanto, não se restringem ao sistema financeiro. Segundo o senador, a CPI trabalha com suspeitas que alcançam diferentes esferas do poder público. "Corrupção na CVM, eventualmente em outras unidades de fiscalização do poder público e, talvez, hipótese de corrupção no Judiciário", revelou o relator, ampliando o alcance das apurações para além do mercado financeiro.

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