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CPI do Crime Organizado aprova convocação de Campos Neto e Paulo Guedes

Comissão também determina quebra de sigilo da Maridt Participações S.A, empresa da qual Dias Toffoli é sócio

Paulo Guedes e Roberto Campos Neto (Foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME | Clauber Cleber Caetano/PR)

247 - A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que integrou o governo Jair Bolsonaro. 

Na mesma sessão, o colegiado aprovou a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, além da quebra de sigilo da Maridt Participações S.A., empresa da qual o magistrado é sócio.

A comissão também decidiu convidar a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos, bem como representantes de outras empresas ligadas ao Banco Master.

Por outro lado, foi rejeitado o pedido de convocação de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O requerimento havia sido apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que as medidas aprovadas “são fundamentais para ajudar o Brasil a entender e combater a infiltração do crime nas mais altas camadas do poder público”.

A relação de Toffoli com o caso ganhou relevância após a Polícia Federal consultar o STF sobre uma possível suspeição do ministro em processos que envolvem o Banco Master. A consulta foi motivada por mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, nas quais o nome do magistrado era mencionado.

Entre 2021 e 2025, empresas dos irmãos de Toffoli dividiram o controle do Tayayá, no Paraná, com o fundo de investimentos Arleen, apontado como integrante da rede de fundos fraudulentos associada ao Banco Master. Segundo a Folha, o Arleen ingressou na sociedade em 2021 ao adquirir cotas de empresas que pertenciam aos irmãos e a um primo do ministro. O fundo é controlado pelo Leal, que, de acordo com a reportagem, pertenceria a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

Em nota anterior, Toffoli declarou que nunca soube quem era o gestor do Arleen e que jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Já o convite a Viviane Barci de Moraes foi motivado por informações divulgadas pelo jornal O Globo, segundo as quais o Banco Master contratou o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados por R$ 3,6 milhões mensais, em contrato de 36 meses iniciado em 2024. À época, o gabinete de Alexandre de Moraes, a defesa de Vorcaro, sua assessoria e o escritório não se pronunciaram sobre o tema.

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