Quaest: para 71%, Trump erra ao impor tarifaço ao Brasil para favorecer Bolsonaro
Maioria rejeita tarifas de Donald Trump; 51% veem motivação política e 55% reprovam atuação de Bolsonaro e de Eduardo
247 - A mais recente pesquisa da Quaest mostra que 71% dos brasileiros consideram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está errado ao impor um tarifaço ao Brasil sob a alegação de perseguição a Jair Bolsonaro (PL). Os resultados foram divulgados pelo g1, que detalhou o levantamento encomendado pela Genial Investimentos
A sondagem foi realizada entre 13 e 17 de agosto, com 2.004 entrevistas em 120 municípios, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O que pensa a maioria sobre o tarifaço
O dado central do estudo indica ampla rejeição às tarifas anunciadas por Trump:
- 71% dizem que ele está errado ao impor tarifas por acreditar que há perseguição a Bolsonaro
- 21% avaliam que Trump está certo
- 8% não souberam ou não responderam
Motivação política em foco
O levantamento também identifica a percepção de motivação política por trás da medida: 51% dos entrevistados acreditam que interesses políticos de Trump explicam o anúncio do tarifaço. Outros 23% atribuem a decisão à defesa de interesses comerciais dos EUA; 2% apontam motivos pessoais; 2% citam outras razões; 22% não souberam responder
Reprovação a Bolsonaro e Eduardo
Quando questionados sobre a postura das lideranças brasileiras diante do caso, 55% afirmam que Jair Bolsonaro (PL) está agindo mal, e 55% também reprovam a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Impacto no dia a dia e estratégias de reação
A percepção de efeitos concretos segue elevada: 77% dizem que as tarifas vão prejudicar suas vidas, contra 20% que não veem impacto direto. Sobre a reação do Brasil, 67% defendem negociar com Washington, enquanto 26% preferem taxar os EUA
Aprovação do governo e contexto político
O monitoramento da Quaest aponta que 51% desaprovam o governo Lula, e 46% aprovam, diferença de um ponto percentual — a menor desde janeiro de 2025. Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, “a melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta da combinação de fatores econômicos e políticos. De um lado, a percepção de queda no preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Do outro, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais”.
Conhecimento sobre o tema cresceu
A notícia sobre a carta de Trump a Lula elevando a taxa a 50% ficou mais conhecida: em julho, 66% diziam saber do assunto; agora, 84% afirmam ter conhecimento. O grupo que não conhecia caiu para 16%, e os que não souberam responder não chegaram a 1%.
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