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      Marina coloca entraves para exploração do petróleo da Margem Equatorial, que já ocorre na Guiana por multinacionais

      Ministra pede mais 'estudos', em meio ao processo de aprovação, que vem progredindo

      Marina Silva - 17/09/2024 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
      Leonardo Sobreira avatar
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      247 - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a tentar impor restrições à exploração de petróleo na Margem Equatorial—apontada como possível nova fronteira da indústria petrolífera no país, que se estende do Norte ao Nordeste e onde, nas áreas vizinhas, empresas internacionais já atuam.

      Após a apresentação de estudos consistentes da Petrobras, Marina defendeu um 'estudo ambiental mais profundo' e aludiu à corrida do ouro na Serra Pelada, no Pará da década de 1980, para criticar o processo de aprovação do Ibama, em pleno curso. Contudo, ela defendeu o papel do órgão.

      "Existe um leilão que já estabeleceu 19 blocos de petróleo", disse Marina Silva na quarta-feira (13), em entrevista à CNN Brasil, ao citar o leilão brasileiro de 19 blocos exploratórios na região, em junho.

      As petroleiras Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram as áreas por um total de R$ 844 milhões a serem arrecadados pelo governo.

      "Desde o início do governo eu tenho dito para o ministro de Minas e Energia, (Alexandre Silveira) que o ideal era ter começado a fazer a avaliação para a área sedimentar de uma bacia que não é conhecida, exatamente para que a gente evite que a gente tenha, entre aspas, é uma metáfora que eu estou dizendo, uma espécie de Serra Pelada do petróleo numa região tão sensível como essa", acrescentou.

      As declarações de Marina ocorrem justamente quando a Petrobras obteve avanços em seu processo de licenciamento para realizar um poço exploratório na região, após ter tido uma negativa em 2023 e ter proposto e implementado melhorias em seu projeto.

      A Margem Equatorial, especialmente no território do Amapá, é tida pela indústria de petróleo como de alto potencial para descobertas. Por outro lado, ambientalistas defendem que a região não seja alvo das petroleiras.

      A Petrobras, que busca o sinal verde para sua perfuração há anos, se prepara para realizar um simulado de resposta a um eventual incidente no local, na semana iniciada em 24 de agosto, antes que o Ibama decida se concederá seu aval.

      Sobre o simulado, Marina afirmou que será uma atividade acompanhada pelo Ibama para verificar "se os procedimentos que eles (Petrobras) estão dizendo que darão segurança ao processo de prospecção... estão condizentes com as necessidades de uma região tão sensível e com baixíssimo conhecimento, como é o caso".

      Ela disse ainda que o poço da Petrobras visa verificar se tem ou não petróleo e reconheceu aprimoramentos no projeto da estatal com o licenciamento. "É uma fase necessária que o Ibama faz com todos os empreendimentos de natureza complexa, que é fazer uma simulação", disse Marina.

      "Essa simulação é um processo natural naquilo que significa a dinâmica de exploração de petróleo, seja numa bacia conhecida como na Bacia de Campos, seja na Margem Equatorial, na foz do Amazonas, que é uma bacia pouco conhecida e que precisa de todo o rigor".

      Marina também reconheceu que a Petrobras fez ajustes ao projeto e citou a construção de um centro de atendimento à fauna em Oiapoque-AP, além de um já construído antes em Belém-PA.

      "Se o Ibama não tivesse negado já por duas vezes esse licenciamento, nós íamos ter um processo de prospecção de petróleo com uma base de atendimento à fauna oleada a cerca de 800 km do lugar onde essa prospecção iria ser feita. Foi graças ao Ibama, graças ao processo rigoroso e técnico, que foram feitos vários ajustes", disse, ao defender o papel do órgão. (Com informações da Reuters).

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