Luiz Marinho diz que ações do governo contra tarifas preservarão empregos e ampliarão mercados
Ministro do Trabalho afirma que Plano Brasil Soberano reduzirá impacto das tarifas dos EUA
247 - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que as medidas adotadas pelo Governo Federal para mitigar o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros tendem a preservar o dinamismo do emprego e acelerar a abertura de novos destinos de exportação. A informação foi dada em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
Marinho reforçou que a estratégia oficial combina ações emergenciais e estruturais. “Eu não vejo com esse temor todo o impacto que venha ocorrer. Acho que o mercado de trabalho brasileiro está adequado e vamos dar conta desse recado e fazer os necessários socorros às empresas a partir da medida provisória (Plano Brasil Soberano) e da legislação vigente”, declarou.
O Plano Brasil Soberano, lançado em 13 de agosto, foi apresentado como resposta direta à elevação unilateral, em 50%, das tarifas sobre bens brasileiros exportados aos EUA. O pacote reúne três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial e multilateralismo, com medidas de curto e médio prazos para amortecer choques tarifários e estimular a competitividade.
Marinho sustentou que a fotografia do mercado de trabalho é favorável, citando indicadores recentes. De acordo com a PNAD Contínua, a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre de abril a junho de 2025 — a menor da série iniciada em 2012 —, enquanto o Novo Caged registra 48,4 milhões de vínculos formais, recorde histórico. Em junho, o país ultrapassou 1,2 milhão de vagas com carteira abertas no acumulado do primeiro semestre.Ao tratar dos possíveis impactos das novas alíquotas, o ministro afirmou que a pior hipótese simulada não alteraria o quadro geral do emprego.
“Se tudo desse errado, o impacto seria de 320 mil de desemprego no Brasil, para um mercado com estoque de 48 milhões. Evidentemente, tem setores fortemente atingidos, outros levemente atingidos e outros não atingidos, porque produzem para outros mercados”, disse. Ele acrescentou: “Estamos atuando para não só amenizar, mas evitar de fato um problema no mercado de trabalho brasileiro”.
Para Marinho, a atual inserção internacional do Brasil é menos dependente dos EUA do que no passado, o que reduz vulnerabilidades e abre espaço para novas oportunidades. “A dependência da economia brasileira com a economia americana já foi de 25%. Hoje é 12% e, seguramente, quando sairmos disso, vai ser menos que 12%. Vamos ampliar outros mercados. Nesses dois anos e meio do governo Lula, nós abrimos 400 novos mercados para produtos brasileiros. Crescemos na exportação e crescemos no mercado interno”, afirmou.
O ministro também destacou que o governo prepara “socorros necessários” às empresas mais expostas ao mercado norte-americano, por meio de instrumentos previstos na medida provisória que ampara o Plano Brasil Soberano e na legislação já vigente. A expectativa oficial é de que o pacote, aliado à política de diversificação comercial, sustente a trajetória de crescimento do emprego formal e resguarde cadeias produtivas sensíveis.
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