'Primeira vitória não é do partido, é de quem defende a democracia neste País', diz Pedro Uczai, novo líder do PT
Parlamentares petistas aproveitaram a coletiva de imprensa para elencar as principais pautas que serão defendidas pela bancada governista este ano
247 - O novo líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta terça-feira (3) que a bancada petista terá como eixos centrais a defesa da democracia brasileira e o avanço de pautas voltadas à classe trabalhadora. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa em Brasília (DF), conforme informações divulgadas pelo próprio Partido dos Trabalhadores.
A entrevista contou também com a participação da ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e do deputado Lindbergh Farias (RJ), ex-líder da sigla na Casa. Na ocasião, Uczai ressaltou o alinhamento do partido com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o compromisso com forças democráticas no Congresso Nacional.
“Comprometimento na defesa do governo do presidente Lula. Todo enfrentamento junto às forças democráticas, para que não se discuta mais ditaduras, golpes. Primeira vitória não é do PT, é de quem defende a democracia neste país”, afirmou Pedro Uczai durante a coletiva.
O parlamentar reforçou a importância de preservar a democracia em um contexto de cumprimento de penas dos 29 condenados pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito da trama golpista.
Os atos investigados pelo STF incluem os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas. Essas ações fizeram parte de uma apuração mais ampla conduzida pela Corte sobre a tentativa de ruptura institucional. No julgamento específico relacionado às manifestações daquele dia, o STF condenou 1.399 pessoas por envolvimento nos atos.
Fim da escala 6x1, eleições de 2026 e o acordo Mercosul-UE
Segundo o novo líder, a principal prioridade do PT neste início de ano legislativo será a defesa do fim da escala 6 x 1 na jornada de trabalho, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). A medida é vista pelo partido como estratégica para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Queremos defender a pauta que estamos construindo: quer produtividade, reduz a jornada de trabalho, quer saúde do trabalhador, reduz a jornada”, acrescentou Uczai, ao reforçar a posição da legenda sobre o tema.
O deputado Lindbergh Farias também se manifestou durante a entrevista e afirmou que o foco político do partido segue sendo o fortalecimento do projeto liderado por Lula. “O objetivo central é reeleger Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República. O PT vai empacar com mais força”, declarou.
O parlamentar fluminense igualmente destacou a importância do debate sobre a jornada de trabalho: “A gente quer que esse seja o tema principal neste começo de ano (6x1)”.
A ministra Gleisi Hoffmann, que atualmente comanda a Secretaria de Relações Institucionais, endossou a defesa do fim da escala 6 x 1 e destacou os impactos sociais da medida. “Não é possível trabalhar seis dias e descansar um, o que atinge principalmente as mulheres”, afirmou.
Em sua fala, Gleisi também defendeu a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, classificando o entendimento como fundamental no cenário internacional. “Estratégico do ponto de vista da geopolítica”, disse a ministra, ao ressaltar a importância do tratado para a inserção do Brasil no comércio global.
O tratado une dois grandes blocos econômicos que, juntos, somam cerca de 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto estimado em aproximadamente US$ 22,4 trilhões. Pelo volume de comércio envolvido, trata-se do maior acordo já firmado pelo Mercosul e um dos mais relevantes da história da União Europeia.


