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PT pede quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS

Requerimento pede acesso a dados bancários e fiscais do senador e de seu escritório de advocacia

Flávio Bolsonaro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

247 - O Partido dos Trabalhadores decidiu ampliar sua atuação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ao apresentar um requerimento que solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),  pré-candidato à Presidência da República, do escritório de advocacia ligado a ele. A iniciativa ocorre após o partido já ter pedido a convocação do parlamentar para prestar esclarecimentos ao colegiado.

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o requerimento é assinado pelo deputado Rogério Correia (MG) e tem como objetivo identificar movimentações financeiras consideradas atípicas, além de eventuais repasses de recursos oriundos de pessoas físicas ou jurídicas investigadas no âmbito da CPMI.

PT amplia atuação na CPMI do INSS

No documento, o parlamentar argumenta que a medida é necessária para aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo o senador e seu escritório. Segundo o texto, a análise dos dados financeiros pode esclarecer se houve recebimento de valores incompatíveis com a atividade declarada ou conexões com investigados do caso.

Relações familiares e empresariais entram no foco da comissão

Flávio Bolsonaro e seu escritório passaram a ser alvo do colegiado em razão da administradora da empresa, Letícia Caetano dos Reis. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, apontado como suspeito de manter sociedade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em uma offshore.

O requerimento também registra que Letícia Caetano dos Reis teria sido indicada para a função pelo advogado Willer Tomaz, descrito no documento como alguém próximo a Flávio Bolsonaro. O texto menciona ainda que Willer Tomaz já atuou na defesa de Alexandre Caetano dos Reis em outro processo.

Requerimento cita necessidade de apurar fluxo financeiro

Ao justificar o pedido, o documento apresentado à CPMI afirma que “a investigação desse fluxo financeiro é fundamental para apuração sobre possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades do escritório”.

A iniciativa do PT foi protocolada após o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União), ter solicitado a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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