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Imagens mostram que governistas venceram a votação para barrar ida de filho de Lula à CPMI do INSS, diz líder do PT

O deputado Pedro Uczai fez críticas à condução dos trabalhos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito

Pedro Uczai (Foto: Marina Ramos/Câmara)

247 - Imagens da sessão da CPMI do INSS indicam que a base governista derrotou, por 14 votos a 10, o requerimento que solicitava a quebra de sigilo de Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi destacada pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), após a reunião realizada nesta quinta-feira (26).

Segundo informações divulgadas pela Coluna do Ranier, no SBT, apesar do placar registrado em plenário, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou apenas sete votos da base governista e declarou o pedido aprovado. O episódio gerou reação imediata de parlamentares aliados ao governo.

Pedro Uczai criticou a condução dos trabalhos da comissão e acusou o presidente do colegiado de desrespeitar o resultado da votação. “Viana fraudou de forma grotesca a votação de requerimentos, alterando o resultado e desrespeitando a manifestação legítima da maioria dos parlamentares”, afirmou.

Para o deputado, o episódio ultrapassa a divergência política e atinge o funcionamento institucional do Congresso Nacional. Ele classificou o caso como “um ataque ao regimento, à transparência e ao próprio funcionamento democrático do Congresso”.

De acordo com os dados apresentados, 14 integrantes titulares da CPMI presentes no plenário se posicionaram contra a aprovação do requerimento. Ainda assim, o resultado proclamado pela presidência da comissão divergiu do placar apontado pelas imagens da sessão e pelas manifestações registradas.

A controvérsia em torno da votação intensificou o clima de tensão na CPMI do INSS, que investiga irregularidades relacionadas ao instituto. O impasse sobre a contabilização dos votos deve ampliar o debate interno sobre os procedimentos regimentais adotados pela comissão.

Segundo a Polícia federal (PF), o nome de Fábio Luís foi citado em uma trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e a empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Lulinha e que supostamente teria recebido pagamentos de Camilo para atuar junto a órgãos de saúde para a venda de produtos de cannabis medicinal.

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