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Gleisi diz que presidente da CPMI do INSS deu "golpe" ao aprovar quebra de sigilo do filho de Lula

Ministra diz que houve votação simbólica e anuncia que governo vai recorrer

Gleisi Hoffmann (Foto: Flickr/SRI)

247 - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), acusou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, de ter conduzido de forma irregular a votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, o governo pretende recorrer da decisão. Em entrevista ao SBT News, Gleisi afirmou que a base aliada não falhou na articulação durante a sessão e responsabilizou o comando da comissão pelo resultado da votação.

Gleisi critica condução da votação

Ao comentar o episódio, a ministra rebateu a avaliação de que o governo teria sido surpreendido. “Não cochilou”, disse. Em seguida, afirmou: “Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica, e tratorou ao anunciar o resultado. Vamos recorrer disso”.

De acordo com Gleisi, a contagem dos votos não ocorreu de maneira adequada e o resultado foi proclamado de forma simbólica, o que, na avaliação do governo, comprometeu a legitimidade da decisão.

Recurso será liderado por Paulo Pimenta

A ministra informou que o recurso contra a deliberação será conduzido, no âmbito da CPMI, pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Caberá a ele articular a tentativa de reverter a aprovação da quebra de sigilo. A decisão representou uma derrota para o governo nesta quinta-feira (26) e reacendeu comparações com o início dos trabalhos da comissão, no ano passado.

Derrota reacende tensão na CPMI

Na ocasião da instalação da CPMI, lideranças governistas se atrasaram para a reunião, o que permitiu à oposição conquistar a presidência e a relatoria do colegiado. Após esse episódio, o Palácio do Planalto passou a acompanhar mais de perto as articulações na comissão e vinha conseguindo evitar o avanço de medidas como a quebra de sigilo de Fábio Luis.

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