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Governistas acionam Alcolumbre para reverter quebra de sigilo do filho de Lula pela CPMI do INSS

Parlamentares alegam fraude e recorrem ao presidente do Senado

Governistas acionam Alcolumbre para reverter quebra de sigilo do filho de Lula pela CPMI do INSS (Foto: Gustavo Moreno/STF )

247 - A aprovação de requerimentos para a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e do Banco Master desencadeou uma forte reação de parlamentares governistas na CPMI do INSS, no Senado. A decisão provocou tumulto na comissão e levou integrantes da base aliada a buscar a intervenção do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). após o anúncio do resultado pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), houve confusão no colegiado e a sessão foi interrompida. Em seguida, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, senadores alinhados ao governo se reuniram com Alcolumbre na Residência Oficial para pedir a reversão da deliberação.Fábio Luís é filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Recurso à presidência do Senado

Em nota, o gabinete da presidência do Senado informou que “um grupo de parlamentares esteve reunido agora com o presidente Davi Alcolumbre para comunicá-lo de que considera ter havido fraude na votação e que vai recorrer à presidência para que ela seja suspensa e anulada”. O texto acrescenta que “é um direito dos senadores recorrer à presidência e, quando o pedido chegar, o presidente analisará se é cabível ou não”.

Segundo relatos de participantes do encontro, Alcolumbre ouviu os argumentos de forma institucional e não antecipou posicionamento. A análise deverá ocorrer após ouvir a oposição e consultar a Advocacia do Senado.

Divergência sobre contagem de votos

A controvérsia envolve a forma de contabilização dos votos. A bancada governista sustenta que 21 membros estavam presentes na votação simbólica e que, na verificação visual, 14 parlamentares teriam se manifestado pela rejeição dos requerimentos.

Carlos Viana, por sua vez, declarou que apenas sete dos que se posicionaram eram titulares da comissão e, portanto, aptos a ter o voto considerado válido, número insuficiente para alterar o resultado proclamado.

O anúncio do placar elevou a tensão no plenário da CPMI, com troca de acusações entre governistas e opositores, além de empurrões, o que levou à suspensão dos trabalhos.

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que participou da reunião com Alcolumbre, criticou a condução da votação. “Viana está, na minha opinião, cometendo um flagrante delito. Ele fraudou (a votação). Então, nós vamos tomar providências, porque é uma fraude, passou de todos os limites”, afirmou.

Declarações e defesa de equilíbrio na CPI

Nos bastidores, parlamentares governistas defendem que o presidente do Senado se manifeste antes que os requerimentos produzam efeitos práticos. Segundo esses senadores, eventuais documentos decorrentes das quebras de sigilo levariam de duas a três semanas para chegar à CPI, o que permitiria a revisão da decisão.

Em entrevista à CNN Brasil, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), declarou: “vamos recorrer à decisão dele (Viana) e esperar que ele coloque para votar os requerimentos que nós propusemos, que até hoje ele não colocou”. Wagner também argumentou que a base teria maioria no momento da votação. “Nós tínhamos 14 membros votando conosco, contra sete deles”, disse.

Ao comentar a possibilidade de depoimento de Fábio Luís, o senador afirmou que não há objeção, mas questionou a condução dos trabalhos. “Ele pode prestar [depoimento], quero saber por que o cunhado do (dono do Master, Daniel) Vorcaro, não pode prestar? Aquele que foi pego no aeroporto tentando ir para o exterior. Se houver equilíbrio, não temos problema, ele pode prestar o depoimento”, declarou.

O líder governista também defendeu o filho do presidente Lula. “Conheço muito ele, a esposa e os filhos, bastante, e sei do padrão, vamos dizer assim, bastante modesto da família”, afirmou.

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