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Alcolumbre avisa que não vai receber Messias depois da sabatina na CCJ

Presidente do Senado informou que não receberá Jorge Messias antes da votação no plenário

Davi Alcolumbre (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou a seus colegas parlamentares que não se reunirá com Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), antes da votação da indicação em plenário, marcada para esta quarta-feira (29). O gesto, esperado como um sinal de apoio institucional ao indicado, não ocorrerá.

Segundo a coluna do jornalista Gerson Camarotti, no G1, Alcolumbre comunicou a decisão ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias, o que pegou o Palácio do Planalto de surpresa. O governo aguardava a reunião como uma validação política importante para fortalecer a nomeação de Messias.

A recusa teria sido influenciada pela repercussão de detalhes de uma conversa informal entre Alcolumbre e Messias, realizada na residência do ministro do STF, Cristiano Zanin, na semana passada.

Após a análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a indicação de Messias seguirá para o plenário, onde precisará do apoio de pelo menos 41 senadores para ser aprovada.

Decisão e articulação política

O presidente do Senado seguirá com sua agenda externa durante a tarde, retornando apenas para a condução da votação no plenário. A ausência do encontro com Messias é vista como um revés nas articulações políticas do governo, que esperava usar esse gesto como uma demonstração de apoio e pacificação com a cúpula do Legislativo.

Davi Alcolumbre, que tem se alinhado com a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao STF, tem defendido a indicação de seu aliado desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Contudo, o presidente Lula optou por Jorge Messias, e, por sua vez, articula a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais.

A recusa de Alcolumbre, apesar de não ser um posicionamento formal contra a nomeação, demonstra resistência política à decisão de Lula. A assessoria do presidente do Senado esclareceu que ele não está trabalhando contra a indicação, mas sua postura é clara em relação à articulação em torno do nome de Messias.

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