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Alcolumbre também pode sofrer prejuízos políticos caso rejeição de Messias aconteça

Senadores destacam impacto negativo para presidente do Senado e pedem prudência nas decisões sobre nomeação ao STF

Davi Alcolumbre (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - Senadores da base de apoio ao governo avaliam que a eventual rejeição de Jorge Messias pelo Senado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não afetaria apenas o governo Lula, mas também traria prejuízos consideráveis ao próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em um cenário de derrota, muitos interpretam que o revés de Alcolumbre seria lido como um rompimento não só com o Executivo, mas também com grande parte da Suprema Corte, que tem se empenhado para garantir a nomeação de Messias.

Um parlamentar da base aliada apontou que, em caso de rejeição, Alcolumbre perderia credibilidade diante do Executivo e da população, principalmente considerando a articulação política necessária para as eleições de outubro, aponta reportagem da Folha de S.Paulo. "Tenho ainda uma esperança de que, na última hora, Alcolumbre tomará um copo de bom senso e buscará fazer um gesto para viabilizar a aprovação", disse o senador, demonstrando uma visão de otimismo quanto à decisão que poderá ser tomada nos próximos dias.

A base petista também avalia que o presidente do Senado precisará de apoio do presidente Lula nas disputas eleitorais do Amapá, principalmente nas eleições regionais. Para muitos senadores, as relações políticas entre ambos são essenciais, e um gesto positivo de Alcolumbre em relação à aprovação de Messias poderia ser fundamental para fortalecer essa aliança.

A escolha de Jorge Messias pelo presidente Lula para o STF não foi bem recebida por Davi Alcolumbre, que tinha a intenção de emplacar Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Este descontentamento ficou evidente no fato de que o presidente do Senado não cedeu aos pedidos de aliados para receber Messias antes de sua nomeação. Recentemente, os dois senadores se encontraram na residência do ministro do STF Cristiano Zanin, fato que gerou especulações sobre possíveis articulações entre os envolvidos.

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