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Lindbergh avisa: escândalo do Master pode atingir Flávio Bolsonaro

Deputado aponta elo entre propinas no BRB, gestão de Paulo Henrique Costa e financiamento de mansão do senador

Lindbergh avisa: escândalo do Master pode atingir Flávio Bolsonaro (Foto: Agência Brasil | Reprodução )

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB pode alcançar o senador Flávio Bolsonaro, ao relacionar a nova fase da Operação Compliance Zero com um financiamento imobiliário obtido pelo parlamentar junto ao banco público.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh destacou que a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, altera completamente a interpretação sobre a tentativa de compra do Banco Master. Segundo ele, o que foi apresentado como um projeto de expansão do banco “estava cercado por suspeitas gravíssimas de corrupção”.

O parlamentar também mencionou reportagem publicada pelo Brasil 247, que relembra entrevista concedida pelo ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ao portal Metrópoles, em setembro de 2025. Na ocasião, Ibaneis culpou PT e PSB pelo fracasso da operação, após o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB.

Propina milionária e atuação dentro do BRB

De acordo com Lindbergh, as investigações da nova fase da Operação Compliance Zero indicam que Paulo Henrique Costa teria atuado dentro do BRB para favorecer interesses do empresário Daniel Vorcaro.

O deputado cita valores expressivos que teriam sido movimentados no esquema: R$ 146 milhões em propinas, sendo R$ 74,6 milhões pagos por meio de imóveis. “São números estarrecedores, que revelam a dimensão de um esquema que misturava dinheiro, influência e instrumentalização de um banco público para a prática de crimes”, afirmou.

As suspeitas reforçam elementos já apontados em decisões judiciais, que indicam proximidade entre Paulo Henrique e Vorcaro, além de negociações paralelas envolvendo vantagens indevidas.

Ligação com financiamento de Flávio Bolsonaro

Lindbergh também estabeleceu uma conexão direta entre a gestão de Paulo Henrique no BRB e o financiamento obtido por Flávio Bolsonaro para a compra de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões.

Segundo o deputado, o senador teria conseguido um empréstimo de R$ 3 milhões junto ao banco em condições que levantaram questionamentos à época. “Foi sob a presidência de Paulo Henrique no BRB que Flávio Bolsonaro obteve o financiamento suspeito”, afirmou.

Na avaliação de Lindbergh, esse episódio liga o senador ao “núcleo político-financeiro” que orbitava o BRB durante o avanço das negociações envolvendo o Banco Master.

Pressão por investigação

Diante dos novos elementos, o deputado defendeu o aprofundamento das investigações pela Polícia Federal. Para ele, a combinação entre suspeitas de propina, atuação coordenada dentro do banco e concessão de crédito relevante a figuras políticas exige apuração rigorosa.

O caso, que já envolve empresários, dirigentes de banco público e agentes políticos, pode ganhar novas dimensões à medida que as investigações avancem sobre as conexões entre os diferentes personagens citados.

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