HOME > Sudeste

Fim da escala 6x1 será foco dos protestos do 1° de Maio em todo o país

Atos em várias cidades exigem o fim da jornada 6x1 e redução da carga horária semanal

Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6x1 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - No Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, as centrais sindicais têm como principal bandeira o fim da escala 6x1, que representa uma jornada de trabalho extenuante, com apenas um dia de folga a cada seis trabalhados, relata a Agência Brasil. Esse modelo tem sido alvo de intensas críticas, pois compromete a qualidade de vida dos trabalhadores. A medida é vista como uma forma de garantir o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, algo essencial para o bem-estar dos trabalhadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um projeto de lei (PL) enviado com urgência ao Congresso Nacional, busca erradicar essa escala e reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas. O projeto está atualmente em tramitação e é uma das propostas centrais nas manifestações deste ano.

Em São Paulo, embora as tradicionais manifestações na Avenida Paulista estejam impossibilitadas devido a outras mobilizações no local, as centrais sindicais irão ocupar outros espaços de relevância na cidade. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) programou ações políticas, culturais e de prestação de serviços no Paço Municipal de São Bernardo, com o lema “Nossa luta transforma vidas”. A agenda visa ampliar o diálogo com a população e fortalecer a organização da classe trabalhadora nos territórios. Em diversas regiões da grande São Paulo, interior e litoral, as atividades serão realizadas em parceria com sindicatos locais, abrangendo bairros e municípios com iniciativas que combinam cidadania, cultura e mobilização social.

Além da luta pelo fim da jornada 6x1, outras pautas de grande importância estarão em foco, como a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o combate ao feminicídio, a resistência à pejotização e o fortalecimento das negociações coletivas. A CUT também se posiciona contra a reforma administrativa e as privatizações, medidas que, segundo a central, comprometem serviços públicos essenciais e aprofundam as desigualdades no país.

A programação cultural contará com apresentações de artistas renomados, como Gloria Groove, MC IG e outros, que se unirão aos movimentos sociais para fortalecer a mensagem de mobilização dos trabalhadores.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fará sua concentração na Praça Franklin Roosevelt, às 9h, destacando o 1º de Maio como um espaço de pressão social por mudanças concretas. Segundo a CTB, “o 1º de Maio deste ano vai além de uma celebração simbólica e se coloca como um espaço de pressão social por mudanças concretas. Entre os temas que devem ganhar destaque estão o combate à precarização do trabalho, a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a economia e a defesa de direitos básicos que garantam dignidade à população trabalhadora”.

Já a União Geral dos Trabalhadores (UGT) lançará a 12ª edição da Expo Paulista, na Avenida Paulista, com 30 painéis criados pelo estilista Ronaldo Fraga, que abordam as lutas e vitórias do trabalhador brasileiro. A exposição será uma reflexão visual sobre as transformações do trabalho e estará aberta até 31 de maio, com expectativa de 1,5 milhão de visitantes diários.

Por sua vez, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) realizará eventos descentralizados em diversas cidades do estado de São Paulo, como Araçatuba e Ribeirão Preto. A CSB destaca que a nova organização das manifestações permite mais visibilidade às reivindicações e aproxima os sindicatos das bases de trabalhadores.

Artigos Relacionados