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'Agora fica claro por que nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse', diz Correia ao citar Alcolumbre

Deputado cita supostos repasses a Alcolumbre e financiamento do longa ao defender investigação no Congresso

Rogério Correia e Davi Alcolumbre (Foto: Agência Câmara I Agência Senado)
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247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quinta-feira (11), pela rede social X, que as novas informações envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ajudam a explicar por que parlamentares bolsonaristas não assinaram a CPMI do Dark Horse. Nesta quinta-feira (11), o parlamentar destacou a informação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria recebido US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, do ex-banqueiro, preso após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O empresário vinha tentando firmar um acordo de delação premiada, mas teve uma segunda proposta rejeitada pela PF.

"Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster: 1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento; 2- Davi Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que explicaria o acordo de votar a dosimetria, para beneficiar Bolsonaro e enterrar a CPMI do Master e 3 - Filho do Ministro Fux, mais novo herói bolsonarista, na farra de 5 milhões de degustação de Whisky", escreveu o petista na rede social X.

Em seguida, o deputado defendeu a abertura de investigação parlamentar sobre o caso. "Por isto nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse, que apresentei no Congresso", acrescentou. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é investigado pela PF em um esquema que apura um suposto esquema de fraudes financeiras. As irregularidades movimentaram ao menos R$ 12 bilhões, estimaram investigadores. Mais cedo, Correia já havia usado as redes sociais para associar o caso Master ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL).

O parlamentar também mencionou reportagens sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e sobre o presidente do Senado. Filme Dark Horse entra no centro da disputa O longa Dark Horse, citado por Correia, retrata Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão no inquérito da trama golpista.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para a produção do filme. Desse total, R$ 61 milhões foram repassados. O caso levou o Partido dos Trabalhadores a acionar o STF e a PF (Polícia Federal), com pedido de abertura de investigação sobre a suspeita de que a produção do filme tenha sido usada em uma possível operação de caixa 2 vinculada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O PT pediu apurações sobre eventual movimentação de recursos no exterior.

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também aparece nas tratativas do financiamento do filme. O ex-parlamentar discutiu o tema com Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Reportagem do Intercept Brasil publicada em 27 de maio apontou que o ex-congressista pediu o envio do "máximo" de recursos aos Estados Unidos, país onde vive atualmente.


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