PF rejeita segunda tentativa de delação de Daniel Vorcaro
PF afirma que proposta de delação do ex-controlador do Banco Master não trouxe novidades e nem indicou outros envolvidos nos crimes investigados
247 - A Polícia Federal (PF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quinta-feira (11), a rejeição de uma nova proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segundo a Folha de São Paulo, a corporação avaliou que o conteúdo apresentado não trouxe fatos inéditos em relação ao que já foi identificado nas investigações nem apresentou elementos relevantes sobre possíveis crimes praticados por parceiros ou outros envolvidos. Esta é a segunda negativa da PF aos termos de colaboração propostos por Vorcaro em menos de um mês.
PF aponta falta de provas para validar relatos
De acordo com a reportagem, investigadores avaliam que um dos principais entraves para o avanço de um eventual acordo de colaboração está na dificuldade de comprovação das informações apresentadas pelo ex-banqueiro.
A avaliação interna é que os relatos precisam ser acompanhados de evidências documentais capazes de confirmar as acusações. Como Vorcaro está preso, a obtenção de documentos considerados essenciais para a corroboração dos fatos tornou-se um dos maiores desafios do processo.
Entre os exemplos mencionados por investigadores está a necessidade de acesso a documentos internos do Banco Master que possam sustentar as informações fornecidas pelo ex-controlador da instituição financeira.
Negociações foram retomadas após primeira recusa
Apesar da rejeição inicial da proposta de delação, as negociações entre as partes chegaram a ser retomadas cerca de uma semana depois. Nesse período, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou o retorno de Vorcaro a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O local vinha sendo utilizado para que o ex-banqueiro realizasse reuniões com seus advogados e participasse das tratativas relacionadas ao acordo de colaboração premiada.
Na semana passada, a defesa informou às autoridades que preparava uma nova versão da proposta. O documento reformulado foi entregue nesta semana, mas voltou a ser rejeitado pela Polícia Federal.
PF e PGR buscavam ressarcimento bilionário
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) buscavam um acordo que incluísse o ressarcimento de aproximadamente R$ 60 bilhões que teriam sido desviados em supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O caso ganhou ainda mais relevância após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira em novembro do ano passado. Na ocasião, foi nomeado um liquidante oficial para conduzir o processo de encerramento das atividades do banco.



