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Reino Unido envia navios e helicópteros ao Chipre em meio ao conflito no Oriente Médio

Keir Starmer classificou a medida como “esforço defensivo” em meio a atritos com os Estados Unidos e advertências de Teerã

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer 19/01/2026 Jordan Pettitt/Pool via REUTERS (Foto: Jordan Pettitt/Pool via REUTERS)

247 - O governo britânico anunciou o envio de helicópteros e navios de guerra ao Chipre como parte de um reforço na estrutura militar do país na região. A decisão foi confirmada nesta terça-feira pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que classificou a iniciativa como um “esforço defensivo” voltado à proteção das forças britânicas instaladas na base localizada no território cipriota.

Segundo O Globo, em um comunicado publicado na rede social X, Starmer detalhou que a mobilização busca ampliar a segurança dos militares britânicos diante da escalada de tensões no Oriente Médio.

Elevação do nível de “capacidade defensiva”

O porta-voz oficial do premiê, David Pares, já havia indicado anteriormente que Londres havia deslocado “um nível significativo de capacidade defensiva” para o Chipre. Segundo ele, o reforço inclui diferentes recursos estratégicos. “Creio que já detalhamos diversas vezes os ativos e capacidades que mobilizamos defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para nossas bases em Chipre”, afirmou.

O anúncio ocorre poucos dias após uma base britânica no Chipre — que havia sido disponibilizada aos Estados Unidos para ataques contra instalações de mísseis do Irã — ter sido atingida por bombardeios iranianos. Embora tenha autorizado o uso da instalação pelos norte-americanos, o governo britânico sustentou que sua participação deveria se limitar a ações de defesa, não ofensivas.

Relações “já não são mais as mesmas”, diz Trump

Em meio ao episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista ao jornal britânico The Sun que as relações entre Washington e Londres “já não são mais as mesmas”. Segundo ele, o primeiro-ministro britânico “não tem cooperado” com os objetivos americanos no uso das bases militares.

Trump também mencionou que Alemanha e França, país que anunciou recentemente a ampliação de seu arsenal nuclear, mantêm atualmente relações “muito fortes” com os Estados Unidos. Na véspera, o presidente norte-americano já havia criticado Starmer ao afirmar que o premiê “demorou muito tempo” para autorizar a utilização da base de Diego Garcia, no Oceano Índico.

Starmer diz que Reino Unido não participará de ações ofensivas

Por sua vez, Starmer reiterou que o Reino Unido não participará de “ações ofensivas contra o Irã”. Ao comentar a escalada do conflito, declarou: “O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”.

Também nesta terça-feira, o governo iraniano advertiu países europeus contra qualquer envolvimento direto no conflito com Estados Unidos e Israel. Alemanha, França e Reino Unido haviam sinalizado, em comunicado conjunto, a possibilidade de adotar medidas defensivas para neutralizar ataques de mísseis iranianos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reagiu às declarações. “Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra contra o Irã”, afirmou ao ser questionado sobre o posicionamento das três potências europeias.

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