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      Mercado vê melhora em resultado primário e dívida bruta do governo em 2025 e 2026, mostra Prisma

      Levantamento do Ministério da Fazenda indica receitas maiores e dívida bruta um pouco menor, enquanto persistem dúvidas sobre a disciplina do gasto

      Moedas de real (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)
      Luis Mauro Filho avatar
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      BRASÍLIA (Reuters) - Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda melhoraram as previsões para o resultado primário do governo em 2025 e 2026, estimando receitas maiores, e também previram cenário mais benéfico para a dívida pública bruta nos dois anos, mostrou nesta quinta-feira o relatório Prisma Fiscal de agosto.

      Os economistas agora esperam que o resultado primário em 2025 seja de um saldo negativo de R$70,877 bilhões, contra visão anterior de déficit de R$72,107 bilhões. Para 2026, a projeção para o resultado primário foi a um déficit de R$81,064 bilhões em agosto, ante R$89,374 bilhões no mês passado.

      O governo tem como meta alcançar déficit zero em 2025 e superávit de 0,25% do PIB em 2026.

      A pesquisa também mostrou que a expectativa mediana é que a dívida bruta do governo geral chegue a 79,80% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2025, abaixo dos 80,00% projetados em julho. Em 2026, a previsão é de que a dívida alcance 83,87% do PIB, ante projeção anterior de 84,10%.

      Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central subiu para este ano e o próximo. A projeção indica a entrada de R$2,323 trilhões em 2025, contra R$2,318 trilhões estimados em julho. Em 2026, o dado é visto em R$2,491 trilhões, contra R$2,482 trilhões projetados há um mês.

      Na frente dos gastos, houve aumentos nas previsões para as despesas do governo central neste ano, a R$2,395 trilhões, de R$2,394 trilhões anteriormente, e no próximo, a R$2,577 trilhões, de R$2,574 trilhões no mês passado.

      O mercado tem demonstrado preocupação com a capacidade do governo de melhorar a trajetória das contas públicas, com dúvidas sobre a sustentação do arcabouço fiscal e a trajetória de gastos, enquanto o choque nos juros pelo Banco Central tende a elevar o custo da dívida pública.

      Na quarta-feira, analistas demonstraram preocupação com o plano apresentado pelo governo para enfrentar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que inclui uma lei para deixar gastos fora da contabilidade da meta fiscal, procedimento que hoje não é permitido. A coleta das respostas do Prisma de agosto foi feita antes desse anúncio.

      (Por Bernardo Caram)

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