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      Serviços no Brasil crescem 0,3% em junho e batem novo recorde da série histórica, diz IBGE

      Avanço foi puxado pelo setor de transporte de cargas e aéreo de passageiros, que se beneficiaram da queda no preço das passagens

      (Foto: REUTERS/Marko Djurica)
      Paulo Emilio avatar
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      247 - O setor de serviços no Brasil registrou alta de 0,3% em junho de 2025, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento e acumulando ganho de 2,0% desde fevereiro. Com esse resultado, o volume de serviços atingiu o ponto mais alto da série histórica, superando o recorde anterior, de outubro de 2024. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

      O crescimento mensal foi sustentado exclusivamente pelo segmento de transportes, que subiu 1,5%. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, houve avanço tanto no transporte de cargas quanto no transporte aéreo de passageiros.

      “O avanço do transporte aéreo está correlacionado com o menor preço das passagens aéreas nos últimos três meses, o que aumentou a receita real das empresas aéreas”, explicou Lobo.

       “Já o transporte de cargas está relacionado com um dinamismo um pouco maior da economia, porque esse segmento está ligado ao escoamento de safra, insumos e bens industriais.”

      Os demais segmentos apresentaram retração: outros serviços (-1,3%), serviços prestados às famílias (-1,4%), informação e comunicação (-0,2%) e profissionais, administrativos e complementares (-0,1%). Este último setor, apesar da queda, registrou avanços nas atividades jurídicas e de consultoria em gestão empresarial.

      “O avanço das atividades jurídicas se deve a ganhos de causas de escritórios de advocacia. É um movimento pontual. Já as consultorias em gestão empresarial estão ligadas a um movimento de modernização, otimização de processos, minimização de custos e alargamento das margens de lucro das empresas”, observou Lobo.

      Onze das 27 unidades da federação tiveram alta em junho, com destaque para Distrito Federal (2,3%) e Paraná (0,8%). No acumulado de janeiro a junho de 2025, o setor de serviços avançou 2,5% frente ao mesmo período de 2024, impulsionado principalmente por informação e comunicação (6,2%), devido aos serviços de tecnologia da informação, e por transportes (1,7%), com forte contribuição do transporte aéreo.

      O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares também apresentou expansão (2,3%), liderado pelo agenciamento de espaços publicitários e consultoria em gestão. O crescimento no semestre foi disseminado por 20 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, que cresceu 3,9%.

      O índice de atividades turísticas caiu 0,9% em junho, segundo recuo consecutivo, acumulando perda de 1,3% no período. Apesar disso, o setor opera 11,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e apenas 1,8% abaixo do recorde histórico de dezembro de 2024.

      A retração foi registrada em 11 dos 17 estados pesquisados, com quedas mais acentuadas em Minas Gerais (-4,2%), Santa Catarina (-3,6%), Paraná (-2,1%) e Rio de Janeiro (-1,5%). Em contrapartida, Distrito Federal (3,4%) e São Paulo (0,6%) apresentaram avanço.

      Na comparação com junho de 2024, o turismo cresceu 4,1%, 13º resultado positivo seguido, beneficiado pelo aumento da receita em empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e hotéis. As maiores altas ocorreram no Rio Grande do Sul (38,5%), Amazonas (14,2%), Rio de Janeiro (8,7%) e Distrito Federal (7,5%).

      O transporte de passageiros subiu 2,1% em junho frente a maio, acumulando ganho de 14,3% em cinco meses. O segmento está 12,4% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 13,7% abaixo do recorde de fevereiro de 2014. Já o transporte de cargas avançou 0,7% no mês, após dois meses de queda, e permanece 35,4% acima do nível de fevereiro de 2020, embora 6,2% abaixo do recorde de julho de 2023.

      Na comparação anual, o transporte de passageiros cresceu 10,4% e o de cargas, 0,4%. No acumulado do semestre, os passageiros registraram alta de 6,7%, enquanto o transporte de cargas recuou 1,1%.

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