Chefe do Tesouro dos EUA diz que trégua tarifária com a China está 'funcionando muito bem'
Scott Bessent destacou que a China continua sendo "a maior fonte de receita da cobrança tarifária”
(Reuters) – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na terça-feira (19) que a situação atual com a China está “funcionando muito bem”, já que as duas maiores economias do mundo prorrogaram nos últimos dias a trégua em sua amarga disputa comercial em torno de tarifas.
Principais declarações
“Hoje a China é a maior fonte de receita da cobrança tarifária”, disse Bessent em entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News.
“Tivemos conversas muito boas com a China, imagino que voltaremos a nos reunir antes de novembro”, acrescentou.
“Eu acho que, neste momento, o status quo está funcionando muito bem.”
Por que isso importa
Na semana passada, Washington e Pequim estenderam por mais 90 dias, até novembro, a trégua tarifária, evitando a aplicação de tarifas de três dígitos sobre bens de ambos os lados.
As duas partes haviam anunciado inicialmente uma trégua em maio, após negociações em Genebra, concordando em um período de 90 dias para permitir novas conversas. Elas se reuniram novamente na Suécia no fim de julho, depois do que os negociadores norte-americanos retornaram a Washington recomendando ao presidente Donald Trump que prorrogasse o prazo.
Contexto
Washington também tem pressionado Pequim a parar de comprar petróleo russo, como forma de aumentar a pressão sobre Moscou em razão da guerra na Ucrânia. Mas Trump declarou na sexta-feira que não há planos imediatos de impor tarifas retaliatórias contra a China, diante do andamento das negociações para encerrar o conflito.
O presidente dos Estados Unidos realizou na sexta-feira uma cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, e na segunda-feira recebeu na Casa Branca o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, além de líderes da OTAN e da União Europeia.
Após esses encontros, Trump disse que Zelenskiy e Putin terão primeiro uma reunião bilateral antes de participarem de um encontro trilateral que também contará com sua presença.
Questionado pela Fox News sobre relatos de que Budapeste poderia ser a cidade escolhida para as conversas a três, Bessent respondeu que isso “poderia ser” uma possibilidade, mas destacou que a reunião bilateral precisava acontecer antes.
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