BNDES prepara crédito emergencial contra tarifaço de Trump com "surpresas importantes", diz Mercadante
Linha de crédito de R$ 3 bilhões deve apoiar exportadores afetados por sobretaxa imposta pelos Estados Unidos
247 - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira (21) que o banco trará “surpresas importantes” nas novas linhas de crédito emergencial voltadas a empresas prejudicadas pela sobretaxa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. “Vamos ter surpresas importantes, que serão inovações muito importantes nessa linha”, disse o presidente do banco, de acordo com O Globo.
O pacote de medidas inclui uma linha de crédito de cerca de R$ 3 bilhões, financiada com recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O BNDES, que já é o operador financeiro do fundo, será responsável por coordenar a aplicação do programa, mas os detalhes finais — como prazos, juros e critérios de acesso — serão definidos pela equipe econômica em Brasília.
O dirigente comparou a iniciativa ao pacote emergencial adotado em 2024 para apoiar empresas do Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram o estado. Segundo ele, a agilidade será prioridade também no enfrentamento ao tarifaço norte-americano. “No Rio Grande do Sul, no crédito direto do BNDES, aumentamos em seis vezes a velocidade de aprovação [de empréstimos]. Assim que o presidente Lula bater o martelo sobre como será, o BNDES está pronto para acelerar”, destacou.
Orientação às empresas exportadoras
Ainda conforme a reportagem, Mercadante recomendou que companhias potencialmente beneficiadas com o crédito emergencial iniciem desde já a preparação junto às instituições financeiras com as quais já mantêm relacionamento. Isso porque parte da linha será repassada por meio de bancos comerciais. “Seria prudente que as empresas, assim que for liberada a linha, trabalhem com os bancos em que elas já são clientes, porque isso acelera o desembolso”, afirmou.
A definição dos critérios para identificar as empresas que terão direito ao benefício ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Receita Federal. “Eles têm os dados de quem exportava e do quanto perdeu. A partir daí, podemos entrar com muita agilidade para resolver”, acrescentou.
FGE terá papel central no pacote
O Fundo de Garantia à Exportação, criado em 1997 durante o governo Fernando Henrique Cardoso, será a principal fonte de recursos do plano. Atualmente, o FGE possui patrimônio de R$ 53,8 bilhões e registrou lucro de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025. Além de garantir operações do Seguro de Crédito à Exportação, o fundo passará por uma reestruturação para oferecer crédito com juros mais baixos às empresas brasileiras dos setores mais impactados pela perda de competitividade nos Estados Unidos.
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