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"Prisão do Paulo Henrique Costa vai levar à prisão do Ibaneis e também vai complicar Flávio Bolsonaro", diz Lindbergh

Deputado aponta esquema ligado ao bolsonarismo no caso Banco Master e afirma que investigações avançaram sob orientação do presidente Lula

Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

247 – A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, pode atingir diretamente figuras centrais do bolsonarismo, segundo avaliação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). As declarações foram feitas em suas redes sociais.

Para o parlamentar, o caso representa um ponto de inflexão nas investigações sobre supostos esquemas financeiros envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Vai levar à prisão do Ibaneis, de muitos aliados do Flávio Bolsonaro e vai complicar a vida do próprio Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Esquema no BRB e decisões sob suspeita

Lindbergh destacou que Paulo Henrique Costa, enquanto presidente do BRB, teria sido responsável por autorizar operações consideradas irregulares, incluindo um empréstimo ligado à aquisição de um imóvel de alto valor.

“Foi o próprio presidente do BRB que autorizou aquele empréstimo escandaloso naquela mansão que ele fez de 6 milhões”, declarou o deputado.

Segundo ele, o escândalo também envolve o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a quem o BRB estava vinculado politicamente. O deputado citou ainda reportagem do Brasil 247 que resgata uma declaração de Ibaneis no dia 3 de setembro, quando o Banco Central decidiu impedir a compra do Banco Master pelo BRB.

Na ocasião, segundo Lindbergh, Ibaneis teria atribuído responsabilidade ao PT e ao PSB. “O que ficou provado hoje é que o presidente do BRB do Ibaneis, com muitos outros apadrinhados, é acusado de ter suborno de 140 milhões”, afirmou.

Papel do governo Lula nas investigações

O deputado também atribuiu o avanço das investigações à atuação do governo do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Para ele, a autonomia da Polícia Federal foi determinante para que o caso avançasse.

“Eu tenho dito, pessoal, que essa investigação só foi à frente por decisão do Lula e o Haddad. Você acha se a Polícia Federal fosse do Bolsonaro, teria tido a prisão do Vorcaro? Teria tido essa prisão do presidente do BRB?”, questionou.

Lindbergh reforçou que a orientação do governo é de aprofundar as apurações até as últimas consequências. “A posição do Lula é uma só: você vai ter que ir até o fim e você vai ver a verdade aparecer sobre tudo isso”, concluiu.

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