Nova delação de Vorcaro cita Rueda e PT da Bahia
Proposta enviada à PF e à PGR relata supostos pagamentos ligados ao Banco Master
247 - A nova delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, cita o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o PT da Bahia ao relatar supostos pagamentos relacionados ao Master, em uma proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro e agora analisada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), informa Igor Gadelha, no Metrópoles.
A nova versão da proposta menciona supostos repasses milionários ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia. No caso de Rueda, fontes que tiveram acesso ao material afirmam que os pagamentos teriam sido feitos pelo Banco Master por meio de um escritório de advocacia ligado ao dirigente partidário.
Rueda é apontado como um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro que realizou aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master. Publicamente, o presidente do União Brasil nega qualquer irregularidade.
O dirigente também afirma não manter relação pessoal com Daniel Vorcaro. Ele admite, porém, que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.
Supostos pagamentos no Credcesta
A proposta de colaboração também menciona integrantes do PT da Bahia. De acordo com a coluna, Vorcaro relata supostos pagamentos que teriam ocorrido como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado.
O Credcesta é um cartão de benefício consignado destinado a servidores públicos ativos e aposentados. O pagamento das faturas é descontado diretamente em folha.
O Banco Master operou o Credcesta na Bahia entre 2018 e 2022. Naquele período, o governo estadual era comandado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil.
Rui Costa já negou publicamente ter relação próxima com Daniel Vorcaro. O ministro afirmou que se encontrou com o banqueiro uma única vez, em agenda institucional, e defendeu o avanço das investigações sobre o Caso Master.
PF e PGR analisam nova proposta
A nova versão da delação premiada foi entregue pela defesa de Vorcaro na semana passada à PF e à PGR. Os órgãos agora avaliam o conteúdo apresentado pelo banqueiro.
O material também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Na nova proposta, Vorcaro passou a aderir às versões da PF e a tratar os benefícios que afirma ter concedido a Ciro e Castro como propina. Antes, o banqueiro sustentava que tais benesses estavam associadas a vínculos de amizade.
Cláudio Castro nega ter recebido propina e tem desafiado Vorcaro a provar o que afirma na delação. Ciro Nogueira também nega irregularidades.



