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Minha Casa Minha Vida projeta 1 milhão de contratos em 2026 e mais 1 milhão em 2027

Jader Filho afirma que programa deve alcançar 4 milhões de moradias financiadas até 2027, impulsionado pelo FGTS e pela ampliação para a classe média

Residências do Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deve atingir um novo patamar em 2026, com a contratação de mais um milhão de unidades habitacionais em todo o país. A projeção foi apresentada nesta segunda-feira pelo ministro das Cidades, Jader Filho, ao destacar que o volume levará o total de imóveis financiados desde 2023 a cerca de três milhões até o fim de 2026, período correspondente ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 2027, a estimativa é de mais um milhão de contratações.

Segundo Jader Filho, o desempenho do programa está diretamente ligado à sua ampliação recente, que passou a incluir também famílias de classe média, com renda mensal de até R$ 12 mil. Essa mudança, de acordo com o ministro, alterou de forma significativa o mercado imobiliário nacional. Atualmente, o Minha Casa Minha Vida responde por aproximadamente 85% dos lançamentos imobiliários no país.

“É o programa mais bem avaliado do governo, e não atende só à baixa renda, inclui também a classe média, gerando muitos empregos”, afirmou Jader Filho ao deixar um evento sobre infraestrutura no BNDES.

O ministro ressaltou ainda que a capacidade financeira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), principal fonte de recursos do programa, permite manter o ritmo anual de um milhão de novos contratos. Segundo ele, não há necessidade de desacelerar os lançamentos no curto prazo, dadas as condições atuais do fundo.

Jader Filho também afastou a possibilidade de novas reduções nas taxas de juros subsidiadas do programa. De acordo com o ministro, para as faixas de renda mais baixas, os juros já se encontram no menor patamar historicamente praticado pelo Minha Casa Minha Vida.

Além disso, o titular das Cidades avaliou de forma positiva as mudanças recentes nas regras do crédito imobiliário, conduzidas pelo Banco Central. As medidas incluem a liberação de compulsórios para as instituições financeiras e incentivos para que esses recursos sejam direcionados ao financiamento habitacional. Na avaliação do ministro, essas alterações, combinadas com um ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic — atualmente em 15% ao ano —, tendem a fortalecer o crédito imobiliário no país.

Hoje, segundo Jader Filho, os financiamentos habitacionais representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa apresentada por ele é que, ao longo das próximas duas décadas, essa participação possa chegar a 20%, ampliando de forma estrutural o acesso ao crédito e o papel do setor imobiliário na economia brasileira.

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