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      Lindbergh pede ao STF bloqueio de bens contra clã Bolsonaro por lavagem de dinheiro e organização criminosa

      Jair movimentou aproximadamente R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024, além de mais R$ 22 mi entre dezembro de 2024 e junho de 2025, diz PF

      Jair Bolsonaro e Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhaes / Câmara)
      Guilherme Paladino avatar
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      247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do PT na Câmara, protocolou nesta quinta-feira (21) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro. O parlamentar pede a abertura de inquérito para apurar indícios dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude processual.

      A iniciativa tem como base relatórios da Polícia Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontam movimentações financeiras consideradas atípicas e incompatíveis com a renda declarada do ex-presidente. Segundo a apuração, Jair Bolsonaro movimentou aproximadamente R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024, além de mais R$ 22 milhões entre dezembro de 2024 e junho de 2025.

      Parte desses valores teria sido transferida a familiares: R$ 2 milhões para Michelle Bolsonaro, R$ 2,1 milhões para Eduardo Bolsonaro e R$ 4,8 milhões para Carlos Bolsonaro. A representação sustenta que tais repasses podem configurar “estratégias de blindagem patrimonial”, com o uso de interpostas pessoas — os chamados “laranjas” —, prática típica de lavagem de dinheiro.

      “Trata-se de um possível esquema familiar estruturado, com divisão de tarefas, para ocultar patrimônio e burlar a Justiça”, afirma Lindbergh na petição endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos relacionados à tentativa de golpe de Estado e à obstrução de investigações no STF.

      Pedido de medidas cautelares

      No documento, o parlamentar solicita a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, além do bloqueio e sequestro de bens e a realização de perícia contábil e financeira sobre as transações. Também pede que empresas ligadas à família, como a MPB Business — de propriedade de Michelle Bolsonaro —, sejam incluídas no rastreamento.

      De acordo com os relatórios anexados, Michelle recebeu R$ 2,9 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024, mas gastou R$ 3,3 milhões no mesmo período. Eduardo, por sua vez, além de receber R$ 2,1 milhões do pai, realizou operação de câmbio no valor de R$ 1,6 milhão. Já Carlos Bolsonaro registrou créditos de R$ 4,8 milhões, incluindo R$ 700 mil pagos por um empresário na compra de um apartamento no Rio de Janeiro.

      Conexão com investigações já em curso

      O caso se soma às apurações em andamento no Supremo, onde Jair e Eduardo Bolsonaro já são réus ou investigados por tentativa de coação no curso do processo da Justiça e articulações golpistas. Segundo a Polícia Federal, parte dos recursos movimentados teria origem em doações recebidas por meio da chamada “campanha do Pix” e pode ter financiado atividades políticas e pressões contra instituições democráticas.

      Lindbergh defende que a gravidade e a continuidade das práticas exigem resposta imediata: A robustez probatória e os indícios levantados fornecem base suficiente para instauração de inquérito e adoção de medidas urgentes para evitar a dissipação do patrimônio, diz.

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