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Base governista defende ruptura com Alcolumbre após Senado não aprovar Messias para o STF

Derrota de indicado ao STF aprofunda crise entre governo e presidente do Senado

Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) conduz sessão no Congresso Nacional. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - A não aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), indicado para a Corte pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),agravou a crise política e levou o a base do governo Lula a considerar rompida a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A avaliação do Planalto é de que o episódio consolidou um afastamento definitivo entre as duas lideranças, com impactos diretos na articulação política no Congresso. 

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, interlocutores do presidente relatam um sentimento de frustração com a atuação de Alcolumbre no processo que barrou a indicação de Jorge Messias ao STF. A movimentação do senador teria sido decisiva para o resultado negativo, gerando desconforto e desgaste no governo.

Pressão por retaliação política

Diante do cenário, integrantes do governo defendem uma reação mais dura contra Alcolumbre. Entre as propostas discutidas está o apoio a adversários políticos do senador no Amapá, com o objetivo de reduzir sua influência política em Brasília após as eleições. Também há pressão para a exoneração de indicados ligados ao presidente do Senado dentro da estrutura federal, como forma de consolidar o rompimento político.

Articulação política e preocupação com resultado

Antes mesmo da votação, aliados de Lula já demonstravam preocupação com a postura do presidente do Senado. De acordo com relatos, Alcolumbre chegou a indicar que teria cerca de 50 votos contrários ao nome indicado, o que intensificou a apreensão entre governistas.

A atuação do senador foi interpretada como um movimento de forte oposição interna, com impacto direto na base de apoio do governo. O episódio é visto como um ponto de inflexão na relação entre Executivo e Legislativo.

impacto no andamento de pautas

Apesar de pautas relevantes dependerem da aprovação do Senado, como mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, aliados do presidente avaliam que manter uma relação institucional com Alcolumbre não é mais estratégico. A eventual demora na análise dessas propostas, segundo essa leitura, poderia ser atribuída ao próprio presidente do Senado, ampliando seu desgaste político diante da opinião pública.

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