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Morre a terceira vítima de queda de avião em BH

Aeronave atingiu prédio no bairro Silveira após decolar da Pampulha; moradores foram retirados pelos bombeiros

Queda de avião em BH deixa dois mortos e três feridos (Foto: Bombeiros / Divulgação)

247 - A queda de um avião em Belo Horizonte (MG) deixou três mortos e dois feridos nesta segunda-feira (4), depois que um monomotor de pequeno porte atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste da capital mineira. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha e levava cinco pessoas a bordo no momento do acidente. De acordo com o G1, os feridos foram encaminhados ao Hospital João XXIII. Ninguém que estava no edifício foi atingido. Os moradores foram retirados do prédio pelo Corpo de Bombeiros pouco antes das 14h.

Os três mortos foram o médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT), o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, e o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos.

O acidente ocorreu na Rua Ilacir Pereira Lima, em uma região próxima à Avenida Cristiano Machado, uma das vias mais movimentadas da capital mineira. Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas e chegaram ao local por volta das 12h25. Equipes do Samu e da Defesa Civil de Belo Horizonte também participaram da ocorrência.

Cinco pessoas estavam a bordo do monomotor

As informações preliminares das autoridades apontam que havia cinco ocupantes na aeronave no momento da queda. O impacto deixou três vítimas fatais e dois feridos, que receberam atendimento médico após o resgate.

O piloto havia informado à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem. Pouco depois, o avião caiu no estacionamento do prédio residencial e atingiu a estrutura do edifício.

A aeronave bateu entre o terceiro e o quarto andar, na área da caixa de escada. Segundo o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros, o ponto do impacto evitou que apartamentos fossem diretamente atingidos.

“Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos”, disse o tenente Raul.

Prédio foi evacuado após o impacto

Todos os moradores foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros. Apesar da violência do choque, nenhuma pessoa que estava no prédio foi atingida pela aeronave.

A moradora Avani Soares relatou o susto ao perceber o impacto e a presença de estilhaços no edifício. “Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso ‘acabou o mundo’. No outro andar tinha gente gritando socorro. Eu não sabia o que fazer”, afirmou.

Ela também descreveu o momento em que viu que se tratava de um avião e deixou o apartamento levando apenas o celular e os óculos.

“Aí eu corro para a janela, diminui a escuridão, porque tinha escurecido tudo. Aí eu vi e falei: ‘Não é possível, um avião’. Tinha uma catinga de combustível. Só peguei o celular e os óculos, e desci, não peguei mais nada”, relatou Avani.

Segundo a TV Globo, três pessoas idosas ainda estavam dentro do prédio durante a cobertura inicial da ocorrência.

Aeronave não tinha autorização para táxi aéreo

Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979. O proprietário aparece identificado como Flávio Loureiro Salgueiro. O avião tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.

A Anac informou que o monomotor não tinha autorização para operar como táxi aéreo. Na prática, isso significa que a aeronave não poderia ser usada para transporte comercial de passageiros ou de cargas mediante pagamento, como ocorre em empresas autorizadas para esse tipo de serviço. O modelo é conhecido como “sertanejo”.

Cenipa e Polícia Civil investigam causas da queda

A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foram acionados para apurar as causas do acidente com a aeronave de matrícula PT-EYT. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estão no local para coletar dados, preservar elementos e reunir informações que possam auxiliar na investigação.

A Polícia Civil de Minas Gerais também investiga as circunstâncias da queda. A perícia e o rabecão foram acionados, e os corpos das vítimas fatais serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames.

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