PF mira Cláudio Castro em operação que apura R$ 3 bilhões investidos no Master
Nova fase da Compliance Zero investiga aportes do Rioprevidência em letras financeiras e fundos ligados ao Banco Master
247 - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a oitava fase da Operação Compliance Zero para investigar possíveis crimes financeiros envolvendo aplicações feitas pelo Rioprevidência em produtos ligados ao Banco Master, que somam cerca de R$ 3 bilhões. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) está entre os alvos da ação.
Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. A operação apura aportes realizados no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela previdência dos servidores estaduais.
A investigação desta fase é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras do Master. Segundo as informações divulgadas, essas aplicações totalizaram cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Nesta nova etapa, a PF apura aplicações de R$ 2,01 bilhões feitas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento do mesmo banco. Somados aos valores já identificados anteriormente, os repasses do Rioprevidência chegam a aproximadamente R$ 3 bilhões.
Os recursos foram direcionados a produtos financeiros ligados ao Banco Master, conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro. A PF investiga se houve irregularidades na escolha dos investimentos e na transferência de recursos públicos do fundo previdenciário estadual.
O caso também gerou reação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) anunciou ter reunido as assinaturas necessárias para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alerj para investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi instalada.
A Operação Compliance Zero avança agora sobre a relação entre o Rioprevidência e as aplicações financeiras feitas no banco privado. A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos aportes, os responsáveis pelas decisões e a possível prática de crimes financeiros envolvendo recursos da previdência estadual.



