AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Sudeste

Lula intensifica negociações com Haddad por candidatura em São Paulo

Aliados do ministro da Fazenda apostam em possível candidatura ao governo paulista após viagem com o presidente Lula à Ásia

Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

247 - A recente viagem internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reacendeu as articulações do PT em torno da disputa pelo governo de São Paulo. Segundo o Metrópoles, aliados do ministro avaliam que o período em agenda conjunta na Índia e na Coreia do Sul foi visto como oportunidade para reduzir a resistência de Haddad em concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes.

Lula considera Haddad o nome mais forte para liderar o palanque petista no maior colégio eleitoral do país. Apesar disso, o ministro tem demonstrado cautela diante da possibilidade de entrar na corrida estadual, após ter sido derrotado no segundo turno de 2022 pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

A comitiva presidencial deixou Brasília no dia 17 de fevereiro e retornou ao Brasil na madrugada de quarta-feira (25). Além de Haddad, participaram da viagem a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB). Ambos são mencionados nas conversas sobre a formação da chapa em São Paulo.

Marina é citada como um dos nomes cogitados para disputar o Senado, enquanto França se coloca como pré-candidato ao governo estadual. Nos bastidores, contudo, há a avaliação de que o ministro do Empreendedorismo pode rever sua posição, dependendo do desfecho das negociações com o PSB.

O partido ocupa posição estratégica nas tratativas, sobretudo diante da indefinição sobre o futuro político do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Lula já sinalizou que gostaria de ver o aliado — que governou São Paulo por quatro mandatos — concorrendo no estado, seja ao Senado ou ao governo, caso Haddad opte por não disputar o Executivo paulista.

Outro nome que surge nesse cenário é o da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Ela também é apontada como possível integrante da chapa ao Senado, mas enfrenta obstáculos dentro do próprio partido. O MDB integra a base de apoio de Tarcísio de Freitas em São Paulo, o que pode dificultar eventual candidatura de Tebet pela legenda. Diante disso, o PSB é mencionado como um dos possíveis destinos partidários para viabilizar sua participação na disputa.

Artigos Relacionados