AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Brasil

Anotações de Flávio Bolsonaro revelam estratégia eleitoral do PL nos estados

Anotações sinalizam pré-candidaturas e alianças em diversos estados

Senador Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - As articulações do Partido Liberal para as próximas eleições nacionais e estaduais ganharam novos contornos após a divulgação de um documento com anotações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O material reúne possíveis candidaturas, alianças e cenários regionais ainda em construção. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o próprio senador confirmou que as anotações, intituladas  “situação nos Estados”, foram feitas por ele durante reunião da cúpula do partido, realizada na terça-feira (24).

Rio de Janeiro e São Paulo

Após o encontro, o PL anunciou sua chapa ao governo do Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL) como candidato ao Executivo estadual, Rogério Lisboa (PP) na vice, além do governador Cláudio Castro e do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), na disputa pelo Senado.

Em São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública, aparece como cotado para uma das vagas ao Senado. Para a segunda cadeira, o documento menciona Renato Bolsonaro, o deputado Mario Frias (PL), o ex-deputado  Eduardo Bolsonaro — identificado pelas iniciais “EB” —, o vice-prefeito da capital, coronel Mello Araújo (PL), e o deputado Marco Feliciano (PL-SP).

Ao lado do nome de Felício Ramuth (PSD), vice-governador de Tarcísio de Freitas (Republicanos), consta um cifrão. Uma reportagem recente do site Metrópoles destaca  que Ramuth é investigado em Andorra pela suspeita de lavagem de dinheiro. Tarcísio classificou a informação como “fofoca”. Já o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), aparece com a anotação “vice?”.

Minas Gerais e Ceará

Em Minas Gerais, as anotações apontam alternativas ao governo Flávio Roscoe (PL), presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e ao vice-governador Mateus Simões (PSD). Ao lado de Roscoe, há a anotação “conversa com Nikolas”. Junto ao nome de Simões, Flávio registrou: “me puxa para baixo. Se for candidato, Cleitinho e Pacheco também são”, em referência ao senador Cleitinho (Republicanos) e ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD).

Para o Senado mineiro, aparecem Carlos Viana (Podemos), Marcelo Aro (PP), Eros Biondini (PL) e Domingos Sávio (PL), com marcações ao lado de Viana e Sávio.

No Ceará, estado marcado por divergências internas entre grupos ligados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ao senador Flávio, o nome de Ciro Gomes (PSDB) é citado como opção ao governo. Ao lado, consta a anotação: “no palanque com Ciro pode fazer também Capitão Wagner x PT”. Também figuram como possibilidades ao Senado Alcides Fernandes (PL), Priscila Costa (PL) e Roberto Cláudio (União).

Santa Catarina, Distrito Federal e Paraná

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) aparece como candidato à reeleição. Para o Senado, são mencionados Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL). O nome do senador Esperidião Amin (PP) está riscado no documento.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB), pré-candidato ao Senado, também aparece fora das prioridades do partido. O PL registra Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL) como nomes à Casa. Para o governo distrital, surge Celina Leão (PP).

No Paraná, Guto Silva (PSD) e Sérgio Moro (União) são indicados como opções ao governo estadual. Para o Senado, aparecem Filipe Barros (PL), Cristina Graeml (Podemos) — acompanhada da anotação “não dá, atrapalha o Filipe” — e Deltan Dallagnol, descrito como “candidato do Ratinho, 1º nas pesquisas, se garante”.

Anotação sobre Pollon gera controvérsia

Em Mato Grosso do Sul, constam Eduardo Riedel (PP) como candidato à reeleição ao governo, além de Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) ao Senado. No rodapé da página, há a anotação: “Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato”.

Nesta quarta-feira, 25, Flávio Bolsonaro negou que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) tenha solicitado R$ 15 milhões para desistir de candidatura. u:

“Em uma das anotações no Estado do Mato Grosso do Sul, o deputado Pollon… fiz uma anotação que já está sendo distorcida pela imprensa como se ele tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato a governo ou candidato ao Senado. Estava escrito ‘Pollon pediu R$ 15 milhões’ para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu”.

“O que aconteceu foi uma pessoa que conversou comigo que estavam dizendo isso do Pollon. Anotei para não esquecer de avisar a ele que estavam vinculando essa mentira criminosa contra ele”, acrescentou.

Em rede social, Pollon afirmou que “plantaram algo que nunca existiu para tentar manchar meu nome. Eu nunca pedi dinheiro para não ser candidato, e isso não vai acontecer”. O parlamentar ainda agradeceu Flávio “por colocar os fatos nos seus devidos lugares”.

Mapa nacional de articulações

O documento também lista projeções para estados como Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins, com indicações de possíveis candidaturas ao governo e ao Senado, além de observações estratégicas.

Artigos Relacionados