HOME > Sudeste

Após renúncia de Cláudio Castro, governador interino do RJ cumpre agenda no TSE e no STF

Encontros ocorrem enquanto Justiça Eleitoral retoma julgamento que pode tornar ex-governador inelegível

Plenário do Supremo Tribunal Federal (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

247 - O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, participou de reuniões nesta terça-feira (24) com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Os encontros ocorreram um dia após a renúncia de Cláudio Castro ao comando do estado. As informações são do jornal O Globo.

A agenda começou no TSE, onde a reunião teve duração aproximada de 30 minutos. Em seguida, o governador interino esteve no STF para nova reunião. Não houve declarações após as agendas. Com a saída de Castro, oficializada na segunda-feira (23), o novo chefe do Executivo estadual terá prazo de até 48 horas para convocar eleição indireta, que definirá quem comandará o Palácio Guanabara até o fim do mandato.

Sucessão no governo

Ricardo Couto assumiu o cargo interinamente após o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O processo investiga a atuação do deputado no vazamento de uma operação contra o Comando Vermelho. O vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli, não integra a linha sucessória.

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Couto informou que não pretende atuar a partir do Palácio Guanabara. Ele deve manter suas atividades no tribunal, acumulando as funções.

Julgamento no TSE

A reunião no TSE ocorreu antes da retomada do julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível por oito anos. Até o momento, há dois votos favoráveis à condenação. O ex-governador é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A ação aponta uso de estruturas da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para contratação de cabos eleitorais.

A análise será retomada com o voto do ministro Nunes Marques, que havia pedido vista em 10 de março. Mesmo com a renúncia, a avaliação no tribunal é que o julgamento seguirá, já que a saída do cargo não impede eventual inelegibilidade.

Artigos Relacionados