Randolfe diz que rejeição de Jorge Messias foi decisão do Senado, não do povo brasileiro
Nome indicado pelo presidente Lula ao STF foi rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis
247 - O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou nesta quarta-feira (29) que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) não representa a vontade da população. "O Senado rejeitou, mas não foi o povo brasileiro. É uma decisão dos senadores, não é uma decisão do povo brasileiro. O povo brasileiro vai eleger o Lula em outubro", declarou o parlamentar após o resultado da votação. As informações são da CNN Brasil.
O plenário do Senado rejeitou o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado impediu que o indicado alcançasse a maioria absoluta necessária para aprovação. A decisão representa um episódio inédito na história recente do Supremo. Pela primeira vez em 134 anos, uma indicação presidencial para a Corte foi recusada pelo Senado.
Para ser aprovado, o nome indicado precisava de ao menos 41 votos favoráveis. Apesar de ter recebido aval da Comissão de Constituição e Justiça, com 16 votos a favor, o desempenho não se repetiu no plenário.
A votação evidenciou dificuldades na articulação política do governo e mobilização contrária ao indicado. Parlamentares da oposição atuaram contra a aprovação, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também não atuou para viabilizar a aprovação do nome.
A indicação enfrentou resistência desde o anúncio. Alcolumbre defendia a possibilidade de indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga no Supremo. A rejeição impõe um revés político ao governo federal.
Em indicações anteriores feitas pelo atual presidente, nomes como Flávio Dino e Cristiano Zanin foram aprovados com maior margem de votos no Senado. Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, Jorge Messias defendeu mudanças no funcionamento da Corte e criticou decisões individuais de magistrados.


