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Trump diz que não havia plano de evacuação de cidadãos estadunidenses no Oriente Médio antes de ataques ao Irã

"Tudo aconteceu muito rápido", afirmou o presidente ao justificar a ausência de organização prévia à agressão conjunta com Israel contra o país persa

Donald Trump (Foto: REUTERS/Annabelle Gordon)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que não existia um plano de evacuação para cidadãos estadunidenses no Oriente Médio antes dos ataques conjuntos realizados por EUA e Israel contra o Irã. Segundo Trump, a operação militar ocorreu de forma acelerada, o que teria inviabilizado qualquer organização prévia para retirada de cidadãos do país da região. As informações são da CNN Brasil.

"Porque tudo aconteceu muito rápido", disse o presidente ao ser questionado sobre os milhares de estadunidenses que permanecem no Oriente Médio e a ausência de um plano de evacuação. Trump também declarou que poderia consultar o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a logística de apoio aos cidadãos no exterior, mas afirmou que avaliava que haveria risco de ataque iminente por parte do Irã.

"Mas eu pensei que iríamos enfrentar uma situação em que seríamos atacados. Eles estavam se preparando para atacar Israel. Estavam se preparando para atacar outros", afirmou o presidente. As declarações ocorrem em meio a preocupações com a segurança de cidadãos dos Estados Unidos na região.

Orientação para deixar a região

O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou que cidadãos estadunidenses em todo o Oriente Médio deixem os países onde estão "imediatamente", utilizando meios comerciais. A saída, porém, enfrenta obstáculos, já que diversas companhias aéreas suspenderam voos na região. Até o momento, o governo dos EUA não iniciou operações oficiais de evacuação.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã. O governo do país persa reagiu em resposta às agressões, com ações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos EUA, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. No domingo (1º), a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, Ali Khamenei, foi morto em decorrência dos ataques.

Após o anúncio, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera responder aos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em reação, Trump advertiu o Irã contra novas retaliações. "É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Na véspera, o presidente estadunidense já havia afirmado que os ataques continuariam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

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