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      Relatora da ONU afirma que Hamas chegou ao poder por eleição democrática

      Francesca Albanese diz que Movimento não deve ser visto como “bando armado” e denuncia crimes israelenses contra Gaza

      Francesca Albanese em Genebra (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)
      José Reinaldo avatar
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      247 - A Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, afirmou que o Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) não deve ser classificado como um grupo de assassinos ou apenas uma facção armada, mas sim como uma força política que chegou ao poder por meio de eleições. A declaração foi publicada pelo canal Hispantv.

      Segundo Albanese, o Hamas assumiu o governo da Faixa de Gaza após vencer as eleições legislativas palestinas de 2005, consideradas as mais democráticas já realizadas no território. “O Hamas não deve ser considerado um grupo de assassinos, pessoas armadas ou combatentes, porque eles não são”, afirmou. Para a especialista da ONU, muitas vezes prevalecem narrativas distorcidas sobre o movimento, ignorando sua dimensão política.

      Hamas e a administração em Gaza

      Francesca Albanese ressaltou que, desde que assumiu o controle da região, o Hamas investiu em infraestrutura, estabelecendo escolas, hospitais e outras instituições públicas no enclave sitiado. Ela destacou que essas iniciativas fazem parte do esforço do movimento em manter a governança local, apesar do bloqueio imposto por Israel desde 2007.

      Esse bloqueio militar e econômico, segundo relatórios da própria ONU e de organizações de direitos humanos, impede a livre circulação de pessoas, bens e ajuda humanitária. A justificativa de Tel Aviv é que se trata de uma medida de segurança contra possíveis ataques de Gaza. Contudo, o cerco é amplamente criticado por ter provocado uma crise humanitária prolongada, com impactos severos na alimentação, no acesso a medicamentos e em serviços básicos.

      Denúncia de “crimes nazistas”

      A relatora da ONU classificou como “crimes nazistas” o assassinato e a fome deliberada impostos pelo exército israelense à população civil de Gaza. Ela reforçou que Israel tem impedido a entrada de ajuda humanitária desde março, agravando o que já é considerada uma situação de fome sem precedentes.

      De acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), 100% da população de Gaza sofre de desnutrição em razão do bloqueio. Crianças são as mais afetadas, enfrentando risco de morte em meio ao cenário de guerra e escassez de alimentos.

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