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      Israel usa genocídio em Gaza para testar novos armamentos, denuncia relatora da ONU

      Francesca Albanese afirma que a campanha está sendo utilizada para “testar novas armas, vigilância personalizada, drones letais [e] sistemas de radar”

      Francesca Albanese em Genebra (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)
      Redação Brasil 247 avatar
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      247 - A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, fez duras acusações contra Israel nesta quinta-feira (3), durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da entidade. Segundo reportagem da Al Jazeera, Albanese afirmou que o Estado israelense está promovendo uma “campanha genocida” na Faixa de Gaza e defendeu que os países imponham sanções severas, como um embargo completo de armas e o rompimento de relações comerciais e financeiras com Tel Aviv.

      “Israel é responsável por um dos genocídios mais cruéis da história moderna”, declarou a relatora. Em seu relatório, Albanese sustenta que Israel utilizou Gaza como campo de testes para novos armamentos e tecnologias militares, lançando mais de 85 mil toneladas de explosivos sobre o território palestino. Ela afirma que empresas do setor de defesa, bancos e companhias de tecnologia se beneficiaram financeiramente da destruição causada pelos bombardeios.

      “Houve pessoas e organizações que lucraram com a violência, os assassinatos, as mutilações e a destruição em Gaza e outras partes do território palestino ocupado”, disse.

      A relatora menciona nominalmente 48 atores corporativos que, segundo ela, estariam sustentando as ações israelenses. Entre eles, fabricantes de armas, instituições financeiras e empresas envolvidas com vigilância, combustíveis fósseis, turismo e comércio.

      “O que eu exponho não é uma lista, é um sistema, e isso precisa ser abordado […] Precisamos reverter a situação”, declarou Albanese. Ela ainda destacou o uso da guerra por Israel para “testar novas armas, vigilância personalizada, drones letais [e] sistemas de radar”, em meio à devastação na Faixa de Gaza.

      “Colônias se espalham – financiadas por bancos e seguradoras, alimentadas por combustíveis fósseis e normalizadas por plataformas de turismo, redes de supermercados e instituições acadêmicas”, acrescentou.

      O apelo de Francesca Albanese ocorre em um momento de intensificação dos ataques israelenses a Gaza, mesmo após o cessar-fogo anunciado em 18 de março entre Israel e o Hamas. Segundo o Ministério da Saúde da Palestina, desde então, mais de 6.300 palestinos foram mortos e outros 22 mil ficaram feridos.

      Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou negociações para restaurar o cessar-fogo e declarou que “a situação em Gaza é terrível”. Ele deve receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na próxima segunda-feira (7).

      “Acabei de falar com algumas das pessoas envolvidas. A situação em Gaza é terrível. Acreditamos que, na próxima semana, conseguiremos um cessar-fogo”, disse Trump na última sexta-feira (27).

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