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EUA atacam alvos no sul do Irã durante cessar-fogo

CentCom afirma que ações buscaram proteger tropas, enquanto Washington e Teerã tentam avançar em acordo de paz

Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 (Foto: Reuters)
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247 - Forças militares dos Estados Unidos atacaram alvos no sul do Irã durante o cessar-fogo com Teerã, em meio às negociações para um acordo de paz entre os dois países. O Comando Central dos Estados Unidos, o CentCom, classificou as ações como ataques “de autodefesa” e afirmou que elas buscaram proteger tropas norte-americanas de ameaças iranianas. O teor do comunicado foi publicado no Portal G1.

Os ataques ocorreram nesta terça-feira (26), noite de segunda-feira no Brasil. O CentCom informou que mirou locais de lançamento de mísseis e embarcações do regime iraniano que, segundo Washington, instalavam minas subaquáticas.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que conduziram as operações “de forma limitada durante o cessar-fogo em curso”. O comunicado também declarou que os ataques buscaram “proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”.

Mais cedo, autoridades iranianas relataram explosões em Bandar Abbas, cidade estratégica no litoral sul do Irã. A região abriga uma importante base militar das forças aérea e naval iranianas. A agência semioficial Fars informou que a situação no local seguia normal durante a madrugada de terça-feira.

A rede Fox News afirmou que os ataques atingiram duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã e uma posição de defesa antiaérea em Bandar Abbas. De acordo com a emissora, a estrutura teria caças norte-americanos como alvo.

Negociações seguem em meio a bloqueios

EUA e Irã mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto diplomatas dos dois países tentam construir uma saída para o conflito. Apesar da interrupção dos bombardeios em larga escala, Teerã mantém o bloqueio à navegação no Estreito de Ormuz, e Washington mantém restrições aos portos da República Islâmica.

As duas partes haviam sinalizado avanços nos últimos dias. Teerã, ainda assim, afirmou nesta segunda-feira que os negociadores ainda não alcançaram proximidade suficiente para fechar um acordo que encerre a guerra no Oriente Médio.

O conflito começou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro. A guerra levou, na prática, ao fechamento do Estreito de Ormuz, abriu uma sequência de bombardeios iranianos contra países da região e elevou os preços da energia.

No sábado (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que o acordo estava perto de sair. Horas depois, o atual presidente dos Estados Unidos também ameaçou Teerã e afirmou que iria “explodi-los [os iranianos] em mil infernos” caso as partes não alcançassem um consenso até domingo.

Petróleo reage ao vaivém diplomático

Os preços do petróleo registraram queda expressiva após uma onda de otimismo em torno de um possível acordo. O movimento ganhou força depois que Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, sugeriu que um entendimento poderia sair em breve.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou a leitura de avanço iminente e afirmou que isso “é algo que ninguém pode sustentar”. A declaração reforçou o clima de incerteza entre sinais de diálogo e ameaças militares.

Israel amplia pressão no Líbano

A tensão regional também envolve o Líbano. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país iria “intensificar” as ações no território libanês.

Em seguida, as Forças de Defesa de Israel anunciaram ataques contra alvos do Hezbollah em várias regiões do Líbano. Israel ocupa militarmente o sul do país desde o início da guerra contra o Irã e emite alertas frequentes de evacuação à população local.

Israel e Líbano mantêm um cessar-fogo desde abril. Na prática, a trégua convive com trocas de ataques entre forças israelenses e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

A guerra entre Israel e Hezbollah representa um dos pontos de maior tensão nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Teerã exige que o conflito na região também chegue ao fim como parte das tratativas.

Nesta segunda-feira, Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, sugeriu que o acordo de paz com o Irã dependeria de uma adesão ampla aos Acordos de Abraão, tratados que levaram países árabes a reconhecer Israel e normalizar relações com o Estado israelense. Até agora, apenas países da região alinhados a Washington aderiram a esses acordos.

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