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      Chanceler do Irã afirma que ataque dos EUA a instalações nucleares é traição à diplomacia

      Teerã acusa Washington e Israel de violarem o direito internacional e alerta para o colapso do regime de não proliferação nuclear

      Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi - 18/04/2025 (Foto: Foto: Tatyana Makeyeva/Pool via REUTERS)
      José Reinaldo avatar
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      247 - O governo do Irã classificou como uma "traição à diplomacia" o recente ataque dos Estados Unidos contra suas instalações nucleares pacíficas, ocorrido após a ofensiva militar de Israel contra o território iraniano. As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araqchi, durante conversa telefônica com o chanceler da África do Sul, Ronald Lamola, segundo informou a emissora HispanTV, nesta quinta-feira (3).

      Araqchi agradeceu à África do Sul pela condenação à agressão militar do "regime de apartheid sionista" contra o Irã. Segundo ele, os ataques ilegais e terroristas promovidos por Israel são consequência direta da impunidade internacional e da falta de reação dos países diante das ofensivas israelenses contra Gaza, Líbano e Síria.

      “O apoio ou a justificativa para as ações do regime sionista tornam todos cúmplices de seus crimes”, afirmou o ministro iraniano, acrescentando que os Estados Unidos não apenas deram suporte político a Israel, mas também participaram diretamente da agressão.

      De acordo com Araqchi, o bombardeio norte-americano a instalações nucleares iranianas, como as de Fordo, Natanz e Isfahan, representa “um golpe sem precedentes à soberania do direito, ao direito internacional e ao regime de não proliferação”.

      África do Sul manifesta solidariedade

      Na mesma conversa, o chanceler sul-africano, Ronald Lamola, expressou condolências e solidariedade ao povo iraniano, além de condenar veementemente os ataques israelenses e norte-americanos.

      Lamola reiterou o compromisso da África do Sul com a preservação do regime internacional de não proliferação nuclear e a defesa de negociações diplomáticas amplas, visando a paz e a segurança globais.

      Ambos os diplomatas também condenaram os crimes de Israel contra o povo palestino em Gaza, alertando para a necessidade de ação urgente da comunidade internacional para pôr fim às graves violações de direitos humanos e ao genocídio em curso.

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