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      Após rebaixar relações diplomáticas, ministro de Israel volta a atacar Lula e o acusa de antissemitismo

      Presidente Lula vira alvo do governo de Israel por se opor ao genocídio palestino na Faixa de Gaza

      Israel Katz em Jerusalém 7/11/2024 REUTERS/Ronen Zvulun (Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)
      Paulo Emilio avatar
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      247 - O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, intensificou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma publicação na rede X, acusando-o de ser “antissemita declarado” e de apoiar o Hamas.  Segundo Katz, a decisão do Brasil de retirar-se da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) seria um sinal de alinhamento a regimes considerados hostis a Israel, como o Irã. “Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA, colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel. Como Ministro da Defesa de Israel, afirmo: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados”, escreveu Katz. 

      A tensão cresceu após o Itamaraty não responder ao pedido de agrément para a nomeação do diplomata Gali Dagan como embaixador em Brasília. Segundo o g1, embora não haja registro de recusa formal, a ausência de resposta foi interpretada por Israel como uma rejeição. Em reação, o governo israelense anunciou a retirada da indicação e comunicou que não apresentará outro nome, passando a conduzir os laços com o Brasil em um “patamar inferior” diplomático.

      O Ministério das Relações Exteriores de Israel destacou, em nota, que a decisão foi tomada após o Brasil se “abster de responder” ao pedido e ressaltou que manterá contato com os “muitos círculos de amigos de Israel no Brasil”.

      O assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, negou que tenha havido veto direto à indicação de Dagan. Segundo ele, a decisão foi consequência do tratamento recebido pelo então embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer. “Não houve veto. Pediram um agrément e não demos. Não respondemos. Simplesmente não demos. Eles entenderam e desistiram. Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”, afirmou Amorim.

      Ele acrescentou que o Brasil deseja manter boas relações com Israel, mas condena a ofensiva em Gaza. “Nós queremos ter uma boa relação com Israel. Mas não podemos aceitar um genocídio, que é o que está acontecendo. Nós não somos contra Israel. Somos contra o que o governo Netanyahu está fazendo, que é uma barbaridade".

      As relações bilaterais começaram a se deteriorar após os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a resposta militar israelense em Gaza. Na ocasião, o presidente comparou as ações do governo de Benjamin Netanyahu às dos nazistas, provocando forte reação em Tel Aviv.

      Em fevereiro de 2024, o então chanceler israelense, Israel Katz, levou o embaixador brasileiro ao Museu do Holocausto, gesto interpretado em Brasília como um ato de constrangimento público. Poucos meses depois, o Brasil retirou Frederico Meyer, então embaixador em Tel Aviv, e não apresentou substituto.Desde então, o presidente Lula foi declarado “persona non grata” por Israel, o que aprofundou a crise diplomática.

      Diplomatas brasileiros avaliam que o embaixador Meyer foi alvo de uma “emboscada” por parte do governo israelense após ter sido convocado para prestar explicações sobre a declaração em que o presidente Lula comparou o massacre de civis palestinos ao Holocausto. Em uma tentativa de intimidação, expuseram Meyer ao chanceler israelense falando em hebraico, sendo que Meyer não fala o idioma.

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