Antes de ser preso nos EUA, Ramagem vivia em casa avaliada em R$ 4,5 milhões na Flórida
Imóvel em Orlando tem cinco quartos, vista para lago e foi comprado em 2025
247 - O ex-deputado e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, preso nos Estados Unidos nesta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), morava em uma residência de alto padrão avaliada em US$ 889 mil (cerca de R$ 4,5 milhões) em Orlando, na Flórida. A casa possui cinco quartos, vista para lago e área construída de 329 metros quadrados. A propriedade conta ainda com cinco banheiros e está inserida em um bairro valorizado da cidade.
O imóvel, segundo o G1, foi adquirido em 2025 e está situado em uma região residencial com acesso a parques e shoppings, de acordo com informações do mercado imobiliário.
Características do imóvel
A residência apresenta padrão elevado, com espaços amplos e integração entre áreas internas e externas. A vista para o lago é um dos principais atrativos, além da localização estratégica em uma região com infraestrutura de lazer e comércio.
Segundo a imobiliária responsável pelo anúncio, a casa reúne características típicas de imóveis de alto padrão nos Estados Unidos, incluindo grande metragem, múltiplos quartos e proximidade com áreas urbanas estruturadas.
Prisão e contexto judicial
Ramagem foi detido por agentes do ICE na manhã desta segunda-feira, após sair da residência, e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da detenção por volta do meio-dia, no horário de Brasília.
A Polícia Federal informou que a prisão ocorreu por questões migratórias. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, declarou que "a prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular".
Ramagem deixou o Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é apontado como integrante do núcleo central da articulação que buscava manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após sua derrota no pleito presidencial de 2022.
Fuga do Brasil e pedido de extradição
Investigações da Polícia Federal indicam que ele deixou o país de forma clandestina antes da conclusão do julgamento, passando pela fronteira de Roraima com a Guiana e, posteriormente, seguindo para os Estados Unidos.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição havia sido encaminhado ao governo estadunidense. A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025.
Durante sua permanência no exterior, Ramagem também sofreu sanções administrativas e políticas, incluindo a cassação do mandato de deputado federal, o cancelamento do passaporte diplomático e o bloqueio de seus vencimentos parlamentares por determinação do STF.


