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      Ao lado de Al Gore, Mercadante alerta para urgência climática e critica tarifaço de Trump

      Presidente do BNDES afirmou que aquecimento global superou cenários mais preocupantes e que país enfrenta desastres cada vez mais graves

      Mercadante ao lado de Al Gore (Foto: Cris Silva BNDES)
      Laís Gouveia avatar
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      247 - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (12) que o planeta vive um momento de urgência no enfrentamento da crise climática, com temperatura média global acima de 1,5ºC há dois anos e desastres cada vez mais frequentes. Ele também criticou o tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. As declarações foram dadas durante o evento “Mudança Climática, Desenvolvimento Sustentável e Democracia”, realizado no Rio de Janeiro e promovido pelo BNDES, com participação do ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista ambiental Al Gore. As informações são da Agência Brasil.

      "Estamos há dois anos com a temperatura média da Terra acima de 1,5ºC. Superou tudo o que era o cenário mais preocupante do aquecimento global. Estamos cada dia sendo chamados a responder aos desastres cada vez mais frequentes e mais intensos. O Banco tem uma diretoria só pra tratar de desastres naturais, urgências, emergências, resiliência e reconstrução. Só no Rio Grande do Sul tivemos que investir R$ 29 bilhões para recuperar o estado", afirmou Mercadante.

      O presidente do BNDES também rebateu as justificativas do tarifaço anunciado por Trump no início de julho, que, segundo o republicano, seriam resposta a supostas perseguições a big techs norte-americanas e ao aliado Jair Bolsonaro. "Muito difícil para um país como o Brasil, onde os Estados Unidos tem o sexto maior superávit comercial, sofrer um ataque comercial de 50% como estamos assistindo. Isso gera um desafio muito importante, porque as razões alegadas não estão ancoradas na diplomacia do comércio", disse.

      Al Gore, por sua vez, declarou que a crise climática é “o desafio mais sério que a humanidade já enfrentou” e destacou a importância da liderança brasileira na COP30 para alcançar acordos que reduzam emissões de gases de efeito estufa. “Às vésperas da COP30, minha maior esperança é que o mundo acorde para a seriedade do desafio e para o fato de que devemos aproveitar a oportunidade para resolvermos esta crise”, afirmou.

      O ex-vice-presidente norte-americano também criticou as tarifas impostas por Trump e chegou a pedir desculpas ao Brasil. “A relação entre o Brasil e os Estados Unidos não deve ser vista pelas lentes de Donald Trump, de Jair Bolsonaro, dos seus filhos ou de qualquer um de seus apoiadores. [...] Suponho que também seja impróprio da minha parte pedir desculpas por ele [Trump], mas peço desculpas. Estes são tempos perigosos, não apenas nos Estados Unidos”, disse.

      Gore elogiou a proposta brasileira de criar o Balanço Ético Global, liderada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como forma de dar mais protagonismo à sociedade civil nas decisões climáticas. A iniciativa prevê eventos intercontinentais que reunam lideranças sociais, culturais, empresariais, científicas e políticas, com contribuições a serem levadas para a presidência da COP30.

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