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      Fundo Amazônia celebra 17 anos com novos projetos e investimentos para combater o desmatamento

      Encontro em Manaus reúne representantes de 139 projetos apoiados pelo fundo, com ações para preservar a floresta e gerar renda sustentável

      Floresta Amazônica (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
      Aquiles Lins avatar
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      247 - O Fundo Amazônia completou 17 anos de atuação e marcou a data com um evento em Manaus, nesta terça e quarta-feira (12 e 13 de agosto), reunindo mais de 100 participantes entre lideranças indígenas, representantes de povos e comunidades tradicionais, governos estaduais, União e sociedade civil. Criado em 2008, o Fundo é considerado a principal iniciativa de cooperação internacional para o combate ao desmatamento e para o fomento a projetos de desenvolvimento sustentável na região. Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a iniciativa já apoiou 139 projetos, beneficiando mais de 260 mil pessoas e fortalecendo mais de 600 organizações comunitárias.

      Ao longo de quase duas décadas, o Fundo Amazônia investiu em ações que vão da restauração ecológica e ordenamento territorial ao fortalecimento da bioeconomia e da segurança alimentar, sempre com foco na preservação da floresta em pé e na melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas. “O Fundo Amazônia é um instrumento fundamental para preservação do meio ambiente. E, nesses 17 anos, mostrou que é possível unir preservação com desenvolvimento sustentável e melhoria de vida para as populações da Amazônia”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Ele afirmou ainda que o compromisso é seguir atuando “com transparência e resultados concretos, para que a floresta continue de pé e gerando oportunidades para quem vive nela e dela”.

      A cerimônia de abertura contou com a participação online da ministra Marina Silva, que ressaltou a arquitetura inovadora do Fundo. “O Fundo Amazônia tem uma arquitetura complexa, cuja construção teve a participação de vários parceiros, e foi inovadora e pioneira para pagar pelo resultado já alcançado em relação à queda do desmatamento. Ele alcança povos indígenas, quebradeiras de coco, seringueiros, pescadores tradicionais e todos que têm resultados alcançados na preservação da floresta pelo seu próprio modo de vida”, afirmou. O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, reforçou que “nosso compromisso, junto ao presidente Lula, é com o desmatamento zero até 2030, não só na Amazônia, mas em todos os biomas do país”.

      O encontro, intitulado “Raízes e Rumos: O que aprendemos. O que queremos. O que construiremos juntos”, também apresenta exposição de projetos, venda de produtos de iniciativas apoiadas e apresentações culturais. As mesas temáticas buscam resgatar aprendizados, identificar desafios e planejar estratégias futuras com base nas tendências e nas discussões internacionais, especialmente à luz da próxima COP.

      Além de promover a preservação da Amazônia, o Fundo tem investido em ações de monitoramento, comando e controle, prevenção e combate a incêndios florestais, inclusive no Cerrado e no Pantanal, e fortalecido órgãos como o Ibama e as forças de segurança estaduais e federais. Desde 2023, após a retomada das operações, foram apoiados 38 novos projetos, com recursos de países como Noruega, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Japão e Irlanda, totalizando R$ 1,5 bilhão em novas doações.

      No estado do Amazonas, os investimentos somam R$ 277 milhões em 13 projetos, como o Prospera Amazônia, o apoio ao Corpo de Bombeiros Militar, a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal e o fortalecimento do Centro Amazônico de Formação Indígena. Também há iniciativas voltadas à promoção das cadeias de valor da bioeconomia, beneficiando mais de 10 mil pessoas em comunidades tradicionais.

      Criado para captar e gerir recursos nacionais e internacionais destinados à conservação da Amazônia Legal, o Fundo Amazônia já aprovou R$ 5,6 bilhões para 133 projetos desde 2009, com R$ 2,7 bilhões desembolsados até junho de 2025. Todos os detalhes das iniciativas financiadas estão disponíveis no site oficial do Fundo, que é gerido pelo BNDES e supervisionado por auditorias externas independentes.

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