Novo Desenrola já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz Durigan
Programa do governo Lula já soma 200 mil pedidos de renegociação bancária
247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (11) que o Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas junto aos bancos. As informações são do Metrópoles.
Segundo Durigan, o programa federal contabiliza cerca de 200 mil pedidos de renegociação em análise pelas instituições financeiras. De acordo com o ministro, aproximadamente metade dessas solicitações já está praticamente concluída.
“A gente já tem perto de R$ 1 bilhão de dívidas renegociadas. São 200 mil pedidos já em avaliação dos bancos. Destes 200 mil, 100 mil praticamente fechados e um volume crescente. Cada dia a gente tem visto renegociações sendo feitas, o que é muito importante. Esta semana o Fies para os inadimplentes deve ficar totalmente operativo”, disse o ministro.
Governo estima renegociar R$ 42 bilhões
O Desenrola 2.0 foi instituído pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de uma medida provisória assinada na semana passada. A expectativa do governo federal é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas em todo o país.
O programa foi lançado em meio ao elevado nível de endividamento das famílias brasileiras, cenário agravado pelos juros altos em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.
Dados recentes do Banco Central mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas continua elevado, pressionando o orçamento doméstico de milhões de brasileiros.
Como funcionam as regras do Desenrola 2.0
O programa prevê descontos entre 30% e 90% sobre o valor das dívidas, dependendo do tipo de débito e do tempo de inadimplência. A taxa máxima de juros foi fixada em 1,99% ao mês.
Os consumidores também terão prazo de até 48 meses para quitar os débitos renegociados. A primeira parcela poderá ser paga em até 35 dias após a formalização do acordo.
Outra medida autorizada pelo governo permite que os participantes utilizem até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das dívidas.
No caso de empréstimos pessoais, os descontos variam entre 30% e 80%. Já nas dívidas do rotativo do cartão de crédito, os abatimentos podem chegar a 90%.
Endividamento das famílias preocupa governo
O governo federal aposta no Desenrola 2.0 como uma das principais iniciativas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e estimular o consumo. Além de facilitar a renegociação de débitos, o programa busca ampliar o acesso ao crédito e reduzir a inadimplência no sistema financeiro nacional.



