Mercadante: BNDES não está sujeito a impactos da Lei Magnitsky dos EUA
O presidente do BNDES também criticou a pressão dos EUA contra a plataforma de pagamentos PIX
247 - O BNDES não está sendo e nem será impactado pela aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, que tem causado incertezas sobre o cenário bancário brasileiro, afirmou o presidente do banco de fomento, Aloizio Mercadante, nesta terça-feira (19). As informações são da agência Reuters.
"Não temos correntistas, não temos exposição nenhuma e não temos como ter. Isso diz respeito mais a eventuais instituições que têm correntistas que sejam enquadrados", disse Mercadante a jornalistas após evento na UFRJ, frisando que o BNDES não é um banco de varejo e que não está sujeito aos impactos da lei.
Na véspera, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras relacionadas a atos que tenham sido realizados no Brasil. No final de julho, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O ministro é relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é aliado de Trump e também réu, acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mercadante também criticou a pressão dos EUA contra a plataforma de pagamentos PIX, que ele classificou como competitiva internacionalmente. "Eles (EUA) questionam o PIX...mas é inovação e faz parte da competição entre países...essa é uma mudança que não pode ser questionada na relação comercial entre os países", disse Mercadante, citando outro ponto de objeção dos EUA que oficialmente motivou o tarifaço norte-americano contra o Brasil.
"Você não pode substituir eficiência, produtividade, competitividade com imposições e sanções", disse acrescentou.
PACOTE ANTI-TARIFAÇO
O presidente do BNDES disse ainda que na semana que vem o governo federal deve anunciar detalhes sobre o plano de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço. A sobretaxa de 50%, imposta pelo governo Trump, sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos entrou em vigor esse mês e afetou setores como café, frutas, carnes, calçados e pescado.
Mercadante afirmou ainda que o BNDES espera ser rápido no suporte aos setores afetados pelo tarifaço, usando a experiência obtida com o socorro ao Rio Grande do Sul após a tragédia das inundações no estado. Segundo ele, uma das fontes de financiamento será o Fundo de Apoio às Exportações (FGE).
"O banco está pronto e engatilhado para atender as empresas afetadas", disse o presidente do BNDES. "Aprendemos muito com a experiência da chuva no Rio Grande do Sul".
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