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      Mercadante: BNDES não está sujeito a impactos da Lei Magnitsky dos EUA

      O presidente do BNDES também criticou a pressão dos EUA contra a plataforma de pagamentos PIX

      Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2025 – O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
      Leonardo Sobreira avatar
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      247 - O BNDES não está sendo e nem será impactado pela aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, que tem causado incertezas sobre o cenário bancário brasileiro, afirmou o presidente do banco de fomento, Aloizio Mercadante, nesta terça-feira (19). As informações são da agência Reuters.

      "Não temos correntistas, não temos exposição nenhuma e não temos como ter. Isso diz respeito mais a eventuais instituições que têm correntistas que sejam enquadrados", disse Mercadante a jornalistas após evento na UFRJ, frisando que o BNDES não é um banco de varejo e que não está sujeito aos impactos da lei.

      Na véspera, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras relacionadas a atos que tenham sido realizados no Brasil. No final de julho, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O ministro é relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é aliado de Trump e também réu, acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

      Mercadante também criticou a pressão dos EUA contra a plataforma de pagamentos PIX, que ele classificou como competitiva internacionalmente. "Eles (EUA) questionam o PIX...mas é inovação e faz parte da competição entre países...essa é uma mudança que não pode ser questionada na relação comercial entre os países", disse Mercadante, citando outro ponto de objeção dos EUA que oficialmente motivou o tarifaço norte-americano contra o Brasil.

      "Você não pode substituir eficiência, produtividade, competitividade com imposições e sanções", disse acrescentou.

      PACOTE ANTI-TARIFAÇO

      O presidente do BNDES disse ainda que na semana que vem o governo federal deve anunciar detalhes sobre o plano de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço. A sobretaxa de 50%, imposta pelo governo Trump, sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos entrou em vigor esse mês e afetou setores como café, frutas, carnes, calçados e pescado.

      Mercadante afirmou ainda que o BNDES espera ser rápido no suporte aos setores afetados pelo tarifaço, usando a experiência obtida com o socorro ao Rio Grande do Sul após a tragédia das inundações no estado. Segundo ele, uma das fontes de financiamento será o Fundo de Apoio às Exportações (FGE).

      "O banco está pronto e engatilhado para atender as empresas afetadas", disse o presidente do BNDES. "Aprendemos muito com a experiência da chuva no Rio Grande do Sul".

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