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Gasolina terá subsídio de até R$ 0,89 por litro

Medida busca impedir repasse da alta internacional do petróleo aos postos de combustíveis

Luiz Inácio Lula da Silva e um posto de gasolina (Foto: ABR)
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247 - O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) um subsídio de até R$ 0,8925 por litro de gasolina como parte de uma estratégia para impedir que a alta internacional do petróleo chegue integralmente aos postos de combustíveis. Para o litro do diesel, a subvenção será de 0,3515 - o combustível já está desonerado até 31 de maio. As informações foram publicadas no Portal Uol.

A medida prevê o uso de dinheiro público para compensar produtoras, refinarias e importadores. Em contrapartida, esses agentes ficam proibidos de repassar a escalada do petróleo no mercado externo para os preços cobrados na cadeia de combustíveis.

Apesar do valor previsto para o subsídio, o consumidor final não deverá observar uma redução direta de R$ 0,8925 por litro nas bombas. Isso ocorre porque a gasolina vendida nos postos brasileiros tem composição própria, que inclui outros componentes além da parcela impactada pela subvenção.

A iniciativa integra um pacote mais amplo anunciado pelo governo para tentar conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado brasileiro de combustíveis. Em abril, já haviam sido divulgadas medidas para limitar o impacto da alta da gasolina e do diesel sobre os consumidores.

Alta do petróleo pressiona governo

A preocupação do governo aumentou diante da forte valorização do petróleo no mercado internacional. De acordo com os dados apresentados, a cotação subiu 48,7% após restrições à circulação do produto pelo Estreito de Hormuz.

O barril de 159 litros do Brent, referência internacional para os combustíveis, passou de US$ 72,48 em 27 de fevereiro para US$ 107,77 no fechamento mais recente citado no texto. A disparada elevou o risco de novos reajustes no mercado interno.

Com esse cenário, o governo passou a combinar diferentes instrumentos para tentar reduzir a pressão sobre os preços. O pacote inclui subvenções, Medida Provisória e Projeto de Lei, todos voltados a limitar o repasse da crise externa aos consumidores brasileiros.

Medidas também miram o diesel

Além da gasolina, o governo já havia anunciado subvenções para o óleo diesel. As novas ações são complementares à subvenção de R$ 0,32 por litro instituída no mês anterior pela Medida Provisória 1.340.

O novo esforço informado pelo governo prevê R$ 1,20 por litro sobre o diesel importado e contará com participação dos estados. Pelo desenho apresentado, o Planalto será responsável por arcar com o valor integral da medida.

Os estados que aderirem ao programa compensarão metade do montante, equivalente a R$ 0,60 por litro, por meio de ajustes nos repasses federais. A articulação busca ampliar o alcance da política de contenção de preços em um momento de forte instabilidade no mercado internacional.

Estratégia tenta evitar impacto nas bombas

A lógica do pacote é impedir que refinarias e importadores transfiram automaticamente a alta do petróleo para os combustíveis vendidos no país. Ao oferecer compensação financeira, o governo tenta criar uma barreira temporária contra reajustes mais intensos.

A medida ocorre em um contexto de tensão global sobre a oferta de petróleo, especialmente em razão das dificuldades de circulação pelo Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte da commodity. A restrição mencionada no texto elevou o preço do Brent e ampliou a pressão sobre países importadores e consumidores.

No Brasil, o efeito mais sensível recai sobre gasolina e diesel, combustíveis com impacto direto no custo de vida, no transporte de mercadorias e na inflação. Por isso, o governo busca atuar antes que a alta internacional se consolide nas bombas e chegue com mais força ao consumidor final.

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