BNDESPar investe R$ 405 milhões na Eve e aposta no avanço dos "carros voadores"
Aporte dá ao banco 4% da subsidiária da Embraer e fortalece planos para produção de eVTOLs em Taubaté (SP) até 2028
247 - A BNDESPar, braço de participações societárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou um investimento de US$ 74,9 milhões — equivalentes a R$ 405,3 milhões — na Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer voltada à fabricação de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs). Com a operação, segundo o jornal O Globo, a BNDESPar passará a deter cerca de 4% do capital da companhia, listada na Bolsa de Nova York e avaliada em aproximadamente US$ 1,8 bilhão no fechamento do último pregão.
O aporte será realizado por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), certificados que representam ações de empresas estrangeiras. Atualmente, a Eve não possui BDRs negociados na B3, mas pretende lançar esses títulos “em uma oferta privada liderada pela BNDESPar”, segundo o comunicado. O objetivo é permitir que investidores locais tenham acesso aos papéis no futuro.
“A Eve planeja disponibilizar a negociação de BDRs na B3 para investidores locais, após a conclusão da oferta privada”, informou a instituição. O banco destacou que o investimento busca “fortalecer a estrutura de capital e apoiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento essenciais para a execução do Plano de Negócios da Eve”. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a iniciativa “é um passo estratégico para colocar o Brasil na vanguarda da mobilidade aérea sustentável”.
A Eve, controlada pela Embraer, classificou o aporte como um marco importante em sua trajetória. “Contribui com a nossa visão e impulsiona nossa missão de transformar a mobilidade urbana”, declarou o CEO Johann Bordais, também na nota. A empresa planeja iniciar a produção de seus eVTOLs em uma nova fábrica em Taubaté (SP), com voos experimentais previstos para o período entre o final de 2027 e o início de 2028.
Segundo estudo divulgado pela própria Eve em junho, a mobilidade aérea urbana poderá gerar até 2045 uma receita global de US$ 280 bilhões, com demanda estimada de 30 mil eVTOLs e transporte de cerca de 3 bilhões de passageiros. A expectativa é que esses veículos elétricos substituam boa parte das viagens hoje realizadas por helicópteros, oferecendo mais eficiência e menor impacto ambiental.
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