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      Teremos hospedagem a preço justo para todos que virão para a COP 30, afirma Celso Sabino

      Ministro do Turismo garante que Belém terá 53 mil leitos e combate a abusos nos preços durante a conferência da ONU

      Celso Sabino (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
      Otávio Rosso avatar
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      247 -  Belém se prepara para receber milhares de visitantes em novembro, quando sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, o ministro do Turismo, Celso Sabino, assegurou que todos os participantes terão hospedagem a preços justos, com forte atuação do governo federal e parcerias com a iniciativa privada.

      “Hoje nós estamos com dezenas de novos hotéis sendo construídos em Belém, outros tantos sendo ampliados, reformados ou requalificados, e o fato é: teremos leitos e preços justos para todos que virão para essa COP na cidade de Belém”, afirmou Sabino.

      Investimentos e leitos garantidos

      Segundo o ministro, foram destinados R$ 382 milhões em financiamentos via Fungetur (Fundo Geral do Turismo) para ampliar a infraestrutura hoteleira. O esforço garantirá 53 mil leitos na capital paraense, mais que o dobro da capacidade registrada na COP 29 em Baku, no Azerbaijão, onde o pico de visitantes hospedados chegou a 24 mil.

      Além da construção e reforma de hotéis, o governo cedeu áreas públicas para empreendimentos privados, reforçando a rede de hospedagem local.

      Tarifas e divisão por grupos de países

      O governo brasileiro reservou 2.400 quartos individuais para delegações oficiais, com tarifas iniciais de US$ 100. Sabino explicou que foi criada uma divisão em dois grupos: países de menor PIB per capita pagarão diárias entre US$ 100 e US$ 200, enquanto nações mais ricas terão faixas entre US$ 200 e US$ 600.Segundo ele, cerca de 10% a 20% dos quartos terão diárias fixadas em US$ 300, fruto de acordo com a rede hoteleira. “O fato é: o governo brasileiro trabalha, em primeiro lugar, para que todas as delegações que queiram vir participar da COP da Floresta, e que possam pagar pelo menos 100 dólares em uma diária, estejam presentes nas negociações da COP 30”, disse.

      Combate a abusos nos preços

      O ministro reconheceu que há casos de cobranças abusivas, mas destacou que a concorrência no setor será decisiva para frear os exageros.

      “Alguns abusos que surgiram, e nós reconhecemos que existem, não são a regra geral. Esses abusos serão compelidos, combatidos, e quem vai tomar conta é o próprio mercado”, explicou.

      Sabino citou o exemplo de um hotel que chegou a cobrar R$ 6 mil a diária. Com a ampliação da oferta de hospedagem, esse mesmo estabelecimento reduziu o valor para R$ 2,5 mil. “Os proprietários terão duas opções: ou reduzir muito o preço, ou não vão alocar seus imóveis”, reforçou.

      Plataforma oficial e apoio a delegações

      Para garantir participação inclusiva, o governo criou uma plataforma oficial de hospedagem, que reúne hotéis e imóveis particulares. Também foi formado um grupo de assessores internacionais para intermediar soluções de hospedagem a delegações que enfrentem dificuldades financeiras.

      “Queremos que essa COP seja não só a maior, a mais decisiva, mas também a mais inclusiva”, afirmou o ministro.

      Gastronomia paraense garantida no evento

      Outro ponto destacado por Sabino foi a presença da culinária amazônica no cardápio oficial. Após um equívoco inicial em edital, que restringia o uso de ingredientes locais, a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) corrigiu a norma e garantiu a inclusão de pratos típicos.

      “Houve um equívoco de, no edital de seleção, proibir a entrada dos principais ingredientes da nossa gastronomia. Veja só: açaí, tucupi e maniçoba. Rebatemos prontamente e jamais vamos aceitar”, disse o ministro.

      Ele lembrou que Belém é reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, e destacou que todos os alimentos servidos passarão por rigoroso controle sanitário. “A mesma norma aplicada ao tacacá será aplicada ao macarrão, a mesma norma que valerá para o açaí valerá para a lasanha”, completou.

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