'O candidato é Jair Bolsonaro. Flávio é delegado dele', diz José Dirceu sobre cenário eleitoral
Segundo o ex-ministro, “o Flávio não é uma liderança. Ele é filho do Bolsonaro e representa o eleitorado conservador bolsonarista”
247 - O ex-ministro José Dirceu afirmou que Jair Bolsonaro (PL) deve ser o principal candidato da oposição na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao analisar o cenário político para 2026. Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Dirceu afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não possui protagonismo próprio, enquanto o campo governista aposta na força de uma ampla coalizão para sustentar a reeleição.
Na avaliação de Dirceu, o protagonismo da direita permanece concentrado em Jair Bolsonaro, e não em outros nomes ligados ao bolsonarismo.
Críticas à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro
Durante a entrevista, Dirceu criticou diretamente a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e questionou sua liderança política dentro do campo conservador. “O candidato é o Bolsonaro. É o Jair Bolsonaro. Flávio é um delegado dele, assim como o Tarcísio [Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo] foi um delegado dele. Eles não têm vida própria, não têm liderança própria. O Flávio não é uma liderança. Ele é filho do Bolsonaro e representa o eleitorado conservador bolsonarista”, declarou.
Impacto do STF e cenário político
O ex-ministro também comentou o desgaste recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e sua possível influência na percepção pública. Para ele, apesar do impacto momentâneo, o fator decisivo nas eleições será a organização política das candidaturas.
“Pode estar contaminando, mas não creio que isso se sustenta porque o que vai resolver a eleição? Primeiro, nós temos candidato, que é o Lula. Já falei que é zero a possibilidade dele não ser candidato”, afirmou.
Coalizão e estratégia eleitoral
Dirceu destacou ainda a articulação de uma ampla base de apoio ao governo, reunindo partidos como PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, além de apoios parciais no MDB, PSD e União Brasil. Na análise regional, ele apontou mudanças favoráveis ao campo governista em estados estratégicos do Sudeste, considerados decisivos para o resultado eleitoral.
“Mudou a situação em São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas para nós, porque é no sudeste que se ganha eleição e mesmo que percamos a vantagem que temos no nordeste, a nossa situação no sudeste é bem melhor. E no sul nem se fala porque a direita está dividida no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná e nós temos chapas consistentes nos três estados”, disse.


