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      Lula está decidido a aplicar Lei da Reciprocidade e não cogita ligar para Trump

      Governo trata sobretaxa como ato político e prepara reação com base em lei sancionada em abril

      Lula - 06/07/2026 (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)
      Otávio Rosso avatar
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      247 - O Palácio do Planalto avalia que a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros tem motivação política e já articula uma possível retaliação. A principal alternativa em análise é o uso da Lei da Reciprocidade, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril. As informações são do g1.

      Segundo interlocutores do governo, Lula está decidido a aplicar a nova legislação caso as sobretaxas de fato entrem em vigor em 1º de agosto, conforme anunciou Trump em sua rede social. Até o momento, o governo brasileiro não recebeu qualquer comunicação oficial da administração norte-americana sobre a medida, o que reforça a interpretação de que se trata de um gesto político com objetivos eleitorais.

      Lula também descarta fazer contato direto com Trump. De acordo com auxiliares, o presidente brasileiro não pretende telefonar para o ex-presidente norte-americano e vê poucas chances de reversão diplomática do cenário atual.

      A estratégia do Planalto agora é concentrar esforços no diálogo com os setores exportadores brasileiros, para avaliar os impactos das tarifas e definir, em conjunto, medidas que possam mitigar prejuízos. Essas conversas devem se intensificar ao longo de julho, com o objetivo de alinhar uma resposta técnica e legalmente sustentada.

      No governo, a percepção é de que Trump utiliza a retaliação como ferramenta política, especialmente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu no Supremo Tribunal Federal sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Esse viés político da medida, segundo o Planalto, reduz as possibilidades de negociação direta com o republicano.

      A resposta brasileira, portanto, será construída com base na legalidade e no princípio da reciprocidade, sem improvisos ou pressões externas. O objetivo, segundo assessores presidenciais, é proteger o setor produtivo nacional e preservar a soberania do país frente a ações unilaterais que afetem sua economia.

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