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Lindbergh cobra condenação de Eduardo Bolsonaro no STF: "traição à pátria"

Deputado do PT afirma que julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF marca etapa de responsabilização por ataques à democracia: "tentativa de golpe continuado"

Lindbergh Farias e Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais I Reuters)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta terça-feira (16) que o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma etapa histórica de responsabilização por ações contra a democracia brasileira. Em postagem nas redes sociais, Lindbergh cobrou a condenação do ex-deputado e disse que “traição à pátria tem que ter consequências”.

A manifestação foi feita por Lindbergh em publicação nesta terça, no contexto do início do julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma do STF. O ex-deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e tentar impedir a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no caso da trama golpista.

“O traidor da pátria no banco dos réus. Hoje é um dia histórico!”, escreveu Lindbergh. Segundo o deputado, o processo contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo simboliza “mais uma etapa da responsabilização de quem tentou destruir a democracia brasileira”.

Na postagem, Lindbergh afirmou que, após o fracasso do golpe de 8 de janeiro, aliados de Jair Bolsonaro passaram a atacar o Brasil “de fora para dentro”. De acordo com o parlamentar, a estratégia teria envolvido articulações por sanções, tarifas e pressões estrangeiras contra o país, com o objetivo de tentar impor anistia e redução de pena a condenados por atos golpistas.

“Vivemos uma tentativa coordenada de golpe continuado”, declarou Lindbergh. Ele também afirmou que Jair Bolsonaro “terminou de tornozeleira porque nunca abandonou a lógica golpista”.

O deputado do PT ainda citou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que o senador foi aos Estados Unidos “oferecer nossas terras raras na CPAC” e defender sanções por meio da Lei Magnitsky em encontro com Donald Trump. Lindbergh também afirmou que Flávio “ainda precisa explicar sua relação com Daniel Vorcaro e os indícios envolvendo pedidos de recursos ligados ao Banco Master”.

Para Lindbergh, a família Bolsonaro colocou interesses próprios acima dos interesses nacionais. “Transformou a busca por impunidade em uma campanha internacional contra a soberania nacional”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro é réu pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. A denúncia da PGR aponta que o ex-deputado tentou constranger ministros do STF, especialmente no contexto do julgamento que levou à condenação de Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.

A tendência no STF é de condenação de Eduardo Bolsonaro, que será defendido pela Defensoria Pública da União (DPU), já que não constituiu advogado próprio no processo.

Lindbergh sustentou que Eduardo Bolsonaro atuou em aliança com agentes estrangeiros para atacar as instituições brasileiras. “Eduardo não mediu esforços em se aliar com estrangeiros para atacar os Três Poderes do Brasil. Traição à pátria tem que ter consequências. Hoje será um grande dia!”, afirmou.

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