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Liana Cirne vai ao MP contra Flávio Bolsonaro após revelações sobre negociações com Vorcaro

Vereadora do Recife pede investigação sobre possível propaganda antecipada e abuso de poder econômico

Liana Cirne vai ao MP contra Flávio Bolsonaro após revelações sobre negociações com Vorcaro (Foto: Reprodução / Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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247 - A vereadora do Recife (PE) Liana Cirne (PT) protocolou representação no Ministério Público Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ação pede investigação sobre possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder econômico ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", produção audiovisual sobre Jair Bolsonaro.

Segundo a denúncia, apresentada à Procuradoria Regional Eleitoral em Brasília, o caso se baseia em reportagens que apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para custear o longa após solicitação de Flávio Bolsonaro. O material também cita negociações que poderiam alcançar R$ 134 milhões entre fevereiro e maio de 2025.

Na ação, Liana afirma que a produção audiovisual pode ter sido utilizada como instrumento de promoção político-eleitoral em cenário de pré-campanha. A representação sustenta que diálogos e áudios divulgados pela imprensa indicariam participação direta de Flávio Bolsonaro nas tratativas financeiras do projeto.

"Estamos falando de milhões de reais circulando para construir propaganda política antecipada disfarçada de filme", afirmou Liana. Segundo ela, caso as denúncias sejam confirmadas, a produção teria sido transformada em "máquina milionária de promoção eleitoral antes do período permitido por lei", declarou.

Pedidos ao Ministério Público

O pedido encaminhado ao Ministério Público Eleitoral solicita investigação sobre a origem e a destinação dos recursos empregados na produção do filme. A representação também pede análise de contratos, investidores, empresas intermediárias e eventuais operações financeiras nacionais e internacionais relacionadas ao projeto.

O documento requer ainda a oitiva de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro e demais envolvidos na produção audiovisual. Segundo a representação, caso seja comprovada finalidade eleitoral no financiamento do filme, os fatos poderão ser enquadrados como propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico, conforme a legislação eleitoral e decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral.

Na peça encaminhada ao Ministério Público, Liana Cirne afirma que o caso demanda "rigorosa apuração quanto à sua finalidade real e eventual utilização como instrumento de promoção político-eleitoral em contexto de pré-campanha".

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